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Maternidade altera o cérebro da mulher

Na gravidez ocorre uma explosão de interacções cerebrais semelhantes às da adolescência. Saiba porquê.
Por Joana Gramaça | 03 de janeiro de 2017 às 18:47
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Maternidade altera o cérebro da mulher
Foto: Getty Images

O maternidade provoca alterações no cérebro da mulher de modo a melhorar a sua capacidade de protecção e interacção com o bebé, revelam os resultados de um estudo recente.

"As mudanças cerebrais que preparam as mulheres para a maternidade melhoram a empatia entre mãe e filho. Estas alterações estão associadas ao vínculo materno", explica Susanna Carmona, responsável pelo estudo feito em parceria com a Universidade Autónoma de Barcelona.

O estudo publicado na Nature Neuroscience, foi feito com base num universo de 25 mulheres grávidas antes e depois do parto, 19 dos respectivos futuros pais, 17 mulheres que nunca estiveram grávidas e 17 dos respectivos companheiros. Todos foram submetidos a uma ressonância magnética e os resultados revelaram que existe uma redução em certas áreas do cortéx cerebral nas mulheres que passam pela primeira gravidez.

Há zonas cerebrais que são activadas quando a mulher assiste à primeira imagem do seu bebé gerando de imediato uma espécie de paixão pelo filho. Quando uma mulher está grávida, a sua principal prioridade é o bebé.

Quanto à redução que ocorre na massa cinzenta tal não significa que as funções ou a memória se percam, explica esta investigadora sublinhando que as conexões entre neurónios são idênticas às que se passam na adolescência. "Durante a adolescência existe uma explosão hormonal que altera o corpo e o cérebro. Nesta fase também existe menos massa cinzenta e há uma modificação da interacção entre neurónios. As que podem alterar a comunicação neuronal são eliminadas, para favorecer um processamento mental mais maduro e eficiente. O processo que ocorre nas mulheres grávidas é semelhante", esclareceu a investigadora. 

Esta reestruturação do cérebro permite o aumento da sensibilidade da mãe para detectar e reconhecer, com mais facilidade, o estado emocional do bebé e vai-se manter até aos dois anos de vida. 

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