Notícia

crime

7 anos depois de ter assassinado Carlos Castro, Renato Seabra só recebe visitas da mãe

O aspirante a modelo, agora com 28 anos, está preso na cadeia de alta segurança conhecida como a "Sibéria de Nova Iorque". Apenas a mãe, Odília Pereirinha, continua a visitá-lo e sem a regularidade de outros tempos.
Por Isabel Laranjo | 08 de janeiro de 2018 às 19:32
Renato aproximou-se de Carlos Castro, tal como fizera Luís, para encontrar apoio a nível profissional O cronista social, pouco antes de falecer, em sua casa O jornalista Guilherme Melo, já falecido, revelou à revista Flash! todos os segredos do grande amor do amigo Carlos Castro Nos anos 80, Luís, o homem atrás da máquina fotográfica, que foi a grande paixão de Carlos Castro Carlos Castro foi um dos mais influentes cronistas sociais portugueses O grande amor de Carlos Castro O último aniversário que Carlos Castro celebrou - 65 anos - no restaurante O Madeirense, em Lisboa Com Ruth Bryden, que foi quem o socorreu aquando da tentativa de suicídio, no final dos anos 80 Com Nicolau Breyner, em 2010. Carlos Castro era querido entre as mais diversas figuras da sociedade portuguesa Carlos Castro com Judite Sousa, em 2010 Carlos Castro e Renato Seabra. O jovem, à época com 21 anos, terá sido o segundo homem a tomar-lhe conta do coração Carlos Castro com outros grandes amigos: Manuel Luís Goucha e Cláudio Montez
O grande amor de Carlos Castro
Renato Seabra, hoje um homem de 28 anos de idade, hipotecou a sua vida no dia 7 de janeiro de 2011, ao assassinar o alegado amante, o cronista social Carlos Castro.

Depois de ter espancado, esfaqueado e mutilado o cronista social, Renato agiu como se nada fosse. Tomou banho, vestiu-se e saiu para as ruas de Nova Iorque. Em Portugal, a mãe, Odília Pereirinha, sabia que algo se passava. Horas antes, o filho tinha-lhe ligado, a dar o alerta. "Eu e o Carlos discutimos", confidenciou, através de um telemóvel de uma anónima, a quem pediu para telefonar.

Eram 12.25, hora de Nova Iorque, quando Renato fez esse telefonema que deixou a mãe em alerta. O crime aconteceu hora e meia depois, pelas 14.00. O corpo foi encontrado às 19.20 e, por esta altura, Renato vagueava pelas ruas de Nova Iorque. Às 23.00 foi detido, no hospital, para onde se dirigiu para tratar ferimentos nos braços. Acabou internado na ala psiquiátrica do Bellevue Hospital.

Odília Pereirinha é a única visita de Renato Seabra, na prisão que fica junto à fronteira com o Canadá Joaquim Seabra, pai do assassino de Carlos Castro, mantém com o filho uma relação distante, falando com Renato ao telefone Renato queria ser modelo e participou no programa 'À procura do sonho', tendo ficado em 3º lugar Nada faria supor o que aconteceu: Renato era um rapaz socialmente bem inserido Em Cantanhede chegou a ser feita uma vigília de apoio a Renato e sua família Odília numa das suas viagens para Nova Iorque Um detalhe da cena do crime, no quarto de hotel onde tudo aconteceu Renato Seabra com Carlos Castro, no elevador do hotel, antes do crime Renato com o taxista que o levou ao hospital, na noite do crime Dentro do Bellevue Hospital, Renato foi detido e colocado na ala psiquiátrica
Renato isolado em prisão de alto risco

VISITAS DE 3 EM 3 MESES

A mãe, Odília Pereirinha, assim que soube da tragédia partiu para Nova Iorque. Andou numa ponte aérea entre Portugal e os Estados Unidos até que o tribunal ditou a sentença do português, sem hipótese de extradição: 25 anos a prisão perpétua.

Com amigos em Nova Iorque, Odília Pereirinha chegou a meter baixa e a instalar-se nos Estados Unidos. Por pouco tempo. Em Cantanhede, onde exercia a enfermagem no centro de saúde local, a vida tinha de voltar à normalidade. E a vida - tem outra filha, Joana, e netos - assim o exigia.

Sem dinheiro para pagar a defesa de Renato, a mãe viveu momentos de horror. Foi o pai, Joaquim Seabra, que fez um empréstimo para combater os honorários do advogado. Os contactos entre pai e filho são meramente telefónicos. Com a mãe é diferente: ela é a única que continua a ir visitá-lo na prisão. Com os meios que pode, corre que vai de 3 em 3 meses. Por vezes não há dinheiro para tanto. 

O INFERNO NA PRISÃO

Renato continua a sobreviver na Clinton Correctional Facility, uma das piores prisões americanas. O estabelecimento prisional situa-se no estado de Nova Iorque, junto à fronteira com o Canadá. Pelo clima frio e inóspito a prisão é conhecida como a "Sibéria de Nova Iorque".

Renato aproximou-se de Carlos Castro, tal como fizera Luís, para encontrar apoio a nível profissional O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança Renato Seabra só terá hipótese de sair da prisão daqui a 18 anos O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança Renato e Carlos Castro durante a viagem a Nova Iorque, que terminou da pior maneira, com uma amiga do cronista social Carlos Castro e Renato Seabra. O jovem, à época com 21 anos, terá sido o segundo homem a tomar-lhe conta do coração
O inferno de Renato Seabra em prisão de alta segurança
A cadeia onde Renato - que, em Portugal, chegou a ser acólito - passa longos dias e noites é das maiores do país. Quem lá está cometeu crimes horrendos e são frequentes as rixas entre detidos. Muitas vezes violentas. Faltam 18 anos para que Renato possa ser sujeito a uma reavaliação. Nessa altura, em 2036, quando Renato tiver 46 anos, poderá sair em liberdade condicional ou ficar detido, com reavaliações de 2 em 2 anos, até ao fim da sua vida.

Comentários

Comentários
este é o seu espaço para poder comentar as nossas notícias!

Newsletter

Subscrever Subscreva a newsletter e receba diáriamente todas as noticias de forma confortável