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Incêndios

Judite Sousa volta a responder aos críticos do seu trabalho em Pedrógão com alusão a Cristiano Ronaldo e Letizia

Judite foi alvo de muitas críticas após reportagem em que aparece junto a um cadáver em Pedrógão Grande. Agora que a polémica já estava a assentar, voltou a falar do assunto e trouxe Cristiano Ronaldo e a rainha Letizia para a conversa.
27 de junho de 2017 às 09:29
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Depois de ter sido muito criticada por ter feito uma reportagem junto a um cadáver coberto com um lençol branco, vítima do grave incêndio que atingiu Pedrógão Grande e que provocou a morte de 64 pessoas, muitas delas encurraladas na estrada nacional 236, já conhecida como a estrada da morte, Judite Sousa voltou a falar do assunto, garantindo que em momentos em que se é alvo de críticas e assobios, é preciso ter "nervos de aço".

Recorde-se que a jornalista, diretora adjunta de informação da TVI, esteve vários dias no terreno a cobrir incêndio florestal mais trágico de que há memória e que, num direto, ficou enquadrada com um cadáver, o que motivou várias reações críticas e à abertura de um processo por parte da Entidade Reguladora da Comunicação Social. A TVI defendeu Judite, assegurando que não aceitava "lições de ninguém".

Agora, numa altura em que o assunto já estava a ser esquecido, Judite Sousa escreveu uma crónica no site da TVI onde diz que é preciso "nervos de aço" para seguir em frente, apesar das críticas constantes, bastando-lhe apenas o apoio da família e dos amigos. 

Judite recorre a casos como Letizia (a jornalista  da TVI escreve, por lapso Leticia), que diz ter conhecido, e de Cristiano Ronaldo, que apesar do enorme talento e trabalho em campo, é recorrentemente alvo de críticas dos adeptos: "O craque blinda-se psicologicamente e concentra-se apenas na bola que faz circular como ninguém. Uma única ideia: marcar golos. Com nervos de aço".

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Ou seja, apesar do coro de críticas, Judite garante que está blindada psicologicamente. Tanto mais, que tragédia maior já viveu, com a morte inesperada do seu único filho, há quase 3 anos, no dia 29 de junho de 2014, após uma queda numa piscina.

Leia a crónica de Judite Sousa:

"O carnaval de Veneza tem origens centenárias. A história conta-se em poucas palavras: os nobres queriam sair à rua mas não queriam ser reconhecidos pela multidão. A forma que encontraram para se proteger foi utilizarem máscaras. Assim, ninguém os via. Não existia uma visibilidade pública. 

Estas palavras surgem a propósito dos incêndios. António Costa disse que eram precisos nervos de aço para enfrentar a tragédia e as suas consequências. Não duvido que o PM, alinhado na forma e no conteúdo com o Presidente, vai tirar ilações do que aconteceu. 

Num outro registo, a expressão nervos de aço é explicável noutras situações. Vejamos: Leticia Ortiz é alvo de ataques pessoais desde que foi público o noivado com Felipe. A antiga aristocracia espanhola não gosta dela. O porta voz desta corrente, Jaime de Penafiel, arrasa-a semanalmente no jornal El Mundo. A rainha, que eu conheci pessoalmente numa recepção na embaixada de Espanha, segue o seu caminho imperturbável. Basta-lhe o apoio do marido e das suas amigas "mosqueteiras".

O outro caso, com escala, é Cristiano Ronaldo. Já o vi jogar em Barcelona com 60 mil pessoas a assobiá-lo e, no entanto, o craque blinda-se psicologicamente e concentra-se apenas na bola que faz circular como ninguém. Uma única ideia: marcar golos. Com nervos de aço."

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