Sara Prata minimizou esta quinta-feira as experiências vividas por Catarina Furtado e Dânia Neto, entre outras atrizes, que garantem ter sido assediadas em Portugal por pessoas poderosas do meio da representação e apresentação.
Também Cristina Ferreira confessou ter passado por uma experiência traumática na TVI. Helena Isabel e a viúva de Camilo de Oliveira, Paula Marcelo, também vieram a público revelar que foram vítimas de abuso... mas Sara Prata desvaloriza os relatos destas mulheres.
A protagonista de 'Jogo Duplo' da TVI esteve no programa '5 Pra Meia Noite' da RTP para a rubrica 'Pressão no Ar', na qual teve de responder a perguntas polémicas. Quando questionada por Filomena Cautela se já sofreu assédio sexual, respondeu rapidamente: "Claro que não. Em nenhum momento".
"Duvido até que no nosso meio isso tenha acontecido", continuou Sara. "Acho que somos muito de igual para igual. E acho, acima de tudo, que o tema de assédio sexual começa a ficar banal, o que me entristece, porque infelizmente de fato houve muitas mulheres que sofreram de assédio e estamos a banalizar um tema", argumenta.
"No nosso país não acredito que tenha havido casos de assédio sexual", diz ainda a intérprete de Margarida.
As declarações de Sara Prata surgem numa altura em que figuras públicas da ficção portuguesa começam quebrar o silêncio sobre a polémica - muitas vezes motivadas pela indignação que tomou Hollywood e criou no ano passado uma onda de acusações para casos de assédio sexual.
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Paula Marcelo fala sobre o assédio sexual
Em Portugal, Cristina Ferreira revelou em 2016 ter sofrido assédio de um dos poderosos da TVI. Mais tarde foi a vez de Helena Isabel contar o seu caso, seguindo-se Dânia Neto, Paula Marcelo e mais recentemente Catarina Furtado. Todos os casos relacionados com figuras da televisão, mas houve ainda o testemunho do escritor António Lobo Antunes, que diz ter sido assedio pelo professor de Religião e Moral.