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Paulo Abreu
Paulo Abreu O Tal Canal

Notícia

Arrogância em directo

No Mais Transferências, Rui Pedro Braz opina sobre tudo, o que o leva a dizer hoje uma coisa e amanhã outra com a maior das naturalidades. Além disso, não é com aquela agressividade que conquista um espectador para a TVI24. Bem pelo contrário.
29 de julho de 2017 às 08:00

1. Não gosto de ver o Mais Transferências, programa da TVI24. Em primeiro lugar, por ser baseado nas notícias dos jornais desportivos do dia; em segundo, por culpa de Rui Pedro Braz. Bem-falante, que opina sobre tudo e mais alguma coisa, levando-o muitas vezes, por isso, a dizer hoje uma coisa e amanhã outra com a maior das naturalidades, vi-o há dias num bate-boca com o seu colega, Manuel Queiroz, acerca de Octávio Machado. É feio aquele ar agressivo e arrogante em televisão, não é assim (nunca foi) que se travam ideias e opiniões diferentes com quem quer que seja, e, pior, não é deste modo que se conquista um espectador – mesmo que estivesse na BTV, onde se formou. Bem pelo contrário.

2. Segunda-feira, 24. O relógio marca 14:32 e vejo uma (boa) promoção na TVI ao programa Apanha Se Puderes, com Cristina Ferreira aos gritos e aos pulos, a entregar prémios aos concorrentes. Lembrei-me, nesse instante, d’O Preço Certo, um formato tão maltratado pelos responsáveis da RTP, desde Nuno Artur Silva a Daniel Deusdado. Fernando Mendes, líder de audiências desde sempre, que já recusou propostas milionárias da concorrência, por amor à camisola, não merecia tamanha falta de respeito e consideração dentro da sua própria casa. Merecia, sim, ser mais promovido, que lhe dessem prémios ainda melhores para oferecer diariamente aos portugueses, e acarinhado e apoiado pela estrutura, sem vergonha de nada. É assim que se faz, principalmente quando se está numa guerra. Abandonado no campo de batalha, resta saber se irá a tempo de voltar a sorrir.

3. Teresa Guilherme ganhou da TVI um novo reality show, ainda sem nome, com 16 famosos e que estreia já em Setembro, ela que recusou (e bem) continuar a apresentar mais edições de Love on Top, um degredo completo em Queluz de Baixo. Afinal, nestes seis meses, descansou a cabeça, e o corpo, protegeu a imagem e mostrou a quem manda que não pode, aos 62 anos e com o seu currículo, fazer tudo o que lhe metem à frente.

 * O autor desta crónica escreve de acordo com a antiga ortografia.

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