Com 18 meses de diferença, Leonor e Sofia cresceram lado a lado e, se muitos poderiam supor que entre elas, mais cedo ou mais tarde, pairaria o peso da rivalidade, por uma ser herdeira ao trono e outra não, a verdade é que esse machado nunca se impôs entre elas. Hoje, as irmãs são a imagem da união e cumplicidade, o que, de acordo com a revista francesa 'Point du Veu' se prende com um pacto que ambas fizeram, muito por influência da mãe, Letizia, e que dita que se manterão juntas perante todos os obstáculos da Coroa.
A ideia é, por isso, e pese embora o papel de destaque de Leonor, enquanto herdeira, a irmã se mantenha também com um papel primordial na Coroa. A ideia baseia-se na lealdade e no apoio mútuo que têm demonstrado ao longo dos anos. Em vez da tradicional imagem de uma possível rivalidade entre a herdeira e a segunda filha da família real, Leonor e Sofía parecem estar a construir uma relação assente na confiança e na colaboração.
Segundo esta interpretação, a ligação entre as duas poderá tornar-se particularmente importante no futuro, quando Leonor assumir responsabilidades de maior dimensão. Sofia poderá desempenhar um papel diferente, mas igualmente relevante, mantendo a sua independência e uma identidade pública própria.
Durante muito tempo, Sofía foi descrita como a possível “escudeira” da irmã, alguém destinado a permanecer discretamente ao lado da futura rainha. Contudo, essa visão pode estar a mudar.
A sua posição mais livre dentro da família real permite-lhe desenvolver uma personalidade e uma imagem próprias, menos condicionadas pelas exigências que recaem sobre a herdeira. Essa independência poderá mesmo ajudá-la a aproximar a monarquia das gerações mais jovens e de públicos mais críticos.