Marius Borg Høiby foi autorizado pelo Tribunal Distrital de Oslo a cumprir as próximas quatro semanas em prisão domiciliária, sob vigilância eletrónica, enquanto aguarda a decisão sobre o recurso da condenação a quatro anos de prisão. O filho mais velho da princesa Mette-Marit da Noruega, recorde-se, foi condenado em junho por vários crimes, entre os quais duas violações.
A decisão foi conhecida esta segunda-feira, 13 de julho, e permite que Marius Borg se instale em Skaugum, a residência oficial do príncipe herdeiro Haakon e da princesa Mette-Marit, onde ficará sujeito ao uso de uma pulseira eletrónica.
Apesar desta decisão do tribunal, o Ministério Público já apresentou recurso, defendendo que Marius Borg deve permanecer detido por considerar que continua a existir risco de reincidência, nomeadamente em relação a uma das vítimas do processo.
Já a defesa argumentou que esse risco diminuiu significativamente e que a vigilância eletrónica, aliada ao acompanhamento num programa policial de prevenção, oferece garantias suficientes.
"Høiby está bastante satisfeito com isto. Solicitou a sua libertação, mas está muito contente com o resultado", afirmou advogado de defesa, Petar Sekulic.
O caso, que rebentou em agosto de 2024, acabou por se transformar num dos maiores escândalos de sempre da Casa Real norueguesa. Ao longo da investigação surgiram novas acusações, incluindo crimes sexuais e agressões, culminando num julgamento de sete semanas, com 38 acusações, que colocou a monarquia sob forte escrutínio mediático.