O mundo acordou com o sentimento de choque ao deparar-se com a partida súbita da atriz Hayden Panettiere, conhecida pelos seus papéis em séries televisivas como 'Nashville' e 'Heroes', e que morreu com apenas 36 anos. "É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento trágico da nossa amada Hayden. Ela era uma luz incrível e uma força da natureza, que trouxe amor e alegria imensuráveis a todos os que a conheceram, e aos milhões que a viram no ecrã", disse o pai, Alan Panettiere, num comunicado divulgado pela ABC News.
A causa da morte ainda não foi revelada pela família, mas assessora de imprensa, Kasey Kitchen, informou à NBC News que o falecimento Panettiere já está a ser investigado pelas autoridades.
A par da carreira televisiva, Hayden Panettiere esteve várias vezes nos holofotes mediáticos por falar abertamente sobre os problemas com que se debatia, numa vida de altos e baixos e profundamente marcada pela morte do irmão, o também ator Jansen Panettiere, com apenas 28 anos, devido a complicações relacionadas a um coração dilatado e a um problema na válvula aórtica, em 2022.
Na altura, a atriz já enfrentava há muito os seus próprios demónios, que se agravaram com uma depressão após o nascimento da filha, Kaya Evdokia Klitschko, de 11 anos, fruto de seu relacionamento com o ex-lutador de boxe ucraniano Wladimir Klitschko. "Nunca tive aquela sensação de querer prejudicar minha filha, mas não queria passar nenhum tempo com ela", diria mais tarde, mergulhando ainda mais, com a depressão pós-parto, num mundo de dependências que se agravaria e a levaria a bater no fundo.
Decidiu, então, conceder a guarda da filha ao pai - com a menina a mudar-se para a Ucrânia - para poder focar-se na sua recuperação e tratar o vício de álcool e drogas. "Eu estava no topo do mundo e estraguei tudo", lamentou, aquela que, por força de ter começado no mundo televisivo muito cedo, com apenas 11 anos, teve acesso a drogas desde tenra idade, o que marcaria para sempre a sua vida.
Aos 15 anos, ofereceram-lhe pela primeira vez aquilo que chamaram de "comprimido da felicidade" para que pudesse perder o nervosismo e soltar-se na passadeira vermelha. "Era para me deixar animada durante as entrevistas. E não fazia ideia de que aqui não era apropriado, ou que era a porta de abertura para meu vício."
No entanto, numa entrevista 'People' concedida há cerca de quatro anos, admitia ter-se libertado do vício e atingido a sobriedade. "Não tem sido fácil e houve muitos altos e baixos. Mas eu não me arrependo nem das piores coisas que aconteceram comigo. Sinto-me incrivelmente realizada. Sinto que eu tive uma segunda oportunidade".