A diretora da Academia do Benfica na Ucrânia, Maria Krivopishina, foi colocada na lista de procurados internacionalmente pela Interpol, no âmbito de uma investigação à morte de uma criança de 10 anos durante um acampamento de jovens futebolistas.
O incidente aconteceu em agosto de 2023, no território do complexo da Vila Olímpica, perto de Kiev, onde a academia está localizada. Durante o fatídico acampamento, o treinador levou as crianças para nadar num lago com 9 metros de profundidade e deixou-as sem a supervisão de um adulto. Ivan Goncharuk, de 10 anos, não sabia nadar e afogou-se.
Os pais do menino ligaram repetidamente para a administração do acampamento logo no dia do infeliz acontecimento, mas as suas chamadas foram ignoradas e acabaram por saber da morte do filho pela polícia. Segundo a investigação, o treinador em questão já tinha sido acusado de abandono anteriormente.
O site ucraniano 'Sport' revela que Svitlana Honcharuk, a mãe da criança, recebeu uma notificação da Interpol sobre Krivopishina, que estará fora da Ucrânia, o que motiva a necessidade de extradição.
De acordo com o despacho da Procuradoria Geral, citado pelo 'football24.ua' em setembro do ano passado, Krivopishina é suspeita da violação de requisitos de segurança no trabalho que resulte na morte de uma pessoa.
A investigação apurou que a responsável pela Academia do Benfica cometeu violações grosseiras das medidas de segurança, algo que terá sido confirmado por exames forenses e o tribunal ordenou a detenção da suspeita, apesar da sua ausência.
Maria Krivopishina é ucraniana e foi a principal parceira local do projeto da academia do Benfica naquele país. Foi apresentada como diretora da Academia Benfica na Ucrânia em 2019, quando o projeto foi lançado em Kiev com o apoio de dirigentes do Benfica, incluindo Rui Costa. De acordo com a imprensa ucraniana, Maria Krivopishina é filha de Oleksiy Krivopishin, antigo responsável da South-Western Railway, os caminhos-de-ferro ucranianos.