A artista e ilustradora sírio-americana será uma das figuras do retiro “Journey Through Islamic Calligraphy”, organizado pela The Women Sanctuary. O encontro terá lugar em setembro, no Paço da Glória, em Jolda Madalena, entre Ponte de Lima e Arcos de Valdevez, uma propriedade histórica rodeada de jardins e com piscinas interior e exterior.
O programa inclui cinco noites de alojamento, refeições halal, aulas de caligrafia, momentos de reflexão espiritual, caminhadas e tempo junto às piscinas. As inscrições custam entre cerca de 4300 e 5260 dólares, consoante o tipo de quarto escolhido.
Rama, de 29 anos, não será, contudo, uma simples participante. Surge como “artista residente” e vai orientar uma oficina de ilustração inspirada na herança islâmica da Península Ibérica. É a terceira colaboração da mulher do mayor de Nova Iorque com a organização em 2026, depois de ter estado em retiros semelhantes em Maiorca e na Córsega.
E é precisamente a frequência destas viagens que está a alimentar a polémica do outro lado do Atlântico. Críticos de Zohran Mamdani questionam o estilo de vida da mulher do mayor e comparam estas escapadinhas com o papel tradicionalmente desempenhado pelas primeiras-damas de Nova Iorque.
A vereadora Joann Ariola, por exemplo, criticou publicamente Rama por, na sua opinião, demonstrar mais interesse por viagens e retiros do que pelos problemas que afetam os nova-iorquinos. A polémica não é, porém, acompanhada por qualquer acusação de utilização de dinheiro público. Rama Duwaji não ocupa um cargo oficial na administração de Nova Iorque, e a Câmara já afirmou anteriormente que uma das suas viagens semelhantes foi privada e não envolveu fundos municipais.