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Quase 20 anos depois da morte de Diana de Gales, foram agora reveladas seis cartas que a princesa trocou com um mordomo do Palácio de Buckingham, Cyrill Dickman, nas décadas de 1980 e 1990. Lá são revelados detalhes da sua vida privada.
"William adora o irmão mais novo e passa o tempo a encher o Harry com uma infinidade de abraços e beijos, quase sem deixar os pais aproximarem-se", escreveu a então mulher do herdeiro da coroa britânica, príncipe Carlos, na carta arrematada por 3700 euros.
"O nascimento desta pequena pessoa virou-nos a vida do avesso e tenho dificuldade em respirar com a quantidade de flores que aqui foram entregues", confidencia no mesmo documento.

Em outra carta, a primeira mulher de Carlos de Inglaterra confessava que era o filho mais novo quem lhe dava mais dores de cabeça. "Os meninos estão bem e gostam muito da escola, apesar de Harry estar constantemente em apuros", escreveu.
"Partimos em novembro para uma visita à Coreia do Sul, um bom local para fazer as compras de Natal!" Esta carta foi escrita em outubro de 1992, tinham os príncipes William e Harry dez e oito anos de idade, respetivamente. Foi vendida agora por 2800 euros.

A "Princesa do Povo", como era carinhosamente tratada, tinha uma grande estima pelo mordomo que serviu a família real durante mais de 50 anos.
Cyril Dickman começou a trabalhar no Palácio de Buckingham com a tarefa de vigiar os incêndios que pudessem ocorrer nos telhados da residência real durante a II Guerra Mundial.
Aos 65 anos reformou-se e foi galardoado pela rainha Isabel II com o título Freedom Honoris Causa da cidade de Londres. Morreu aos 85 anos de idade.
Além das cartas, o leilão incluía outros objetos como fotografias e cartões de Natal. No conjunto, os 40 objetos foram leiloados por 64 mil euros.