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Quem é o 'Falling Man'? 25 anos depois, o mistério da fotografia do 11 de Setembro mantém-se

Na próxima sexta-feira assinalam-se 25 anos dos atentados às Torres Gémeas, em Nova Iorque. Um quarto de século depois, ainda subsiste um dos grandes enigmas daquela tragédia.
Quem é o 'Falling Man'? 25 anos depois, o mistério da fotografia do 11 de Setembro mantém-se
Falling Man
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
Atentado nas Torres Gémeas, 20 anos depois
Falling Man
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
11 de setembro de 2001 - Nova Iorque, avião embate nas Torres Gémeas
Atentado nas Torres Gémeas, 20 anos depois

Entre as imagens que ficaram associadas ao 11 de Setembro, poucas provocaram tanta discussão como a fotografia de um homem a cair de uma das torres. O momento foi registado pelo fotógrafo Richard Drew e acabou por ficar conhecido em todo o mundo como 'The Falling Man'.

A fotografia correu jornais e revistas, mas havia uma pergunta para a qual ninguém conseguia encontrar uma resposta: quem era aquele homem? A dúvida deu origem a várias tentativas de identificação. Uma delas levou até Norberto Hernandez, funcionário do 'Windows on the World', o restaurante que funcionava no topo de uma das Torres Gémeas. O jornalista Peter Cheney, do 'The Globe and Mail', investigou essa possibilidade e concluiu que poderia tratar-se do pasteleiro.

A família de Hernandez não aceitou a conclusão. A mulher e a filha reconheceram que a imagem era demasiado difícil de suportar e rejeitaram a ideia de que fosse ele o homem fotografado. Anos depois, o caso voltou a despertar atenção. O jornalista Tom Junod decidiu investigar a fotografia para a 'Esquire', depois de a viúva de Hernandez lhe pedir ajuda para esclarecer definitivamente a questão.

O jornalista chegou a uma conclusão diferente. Para Junod, o homem seria Jonathan Briley, de 43 anos, técnico de som do mesmo restaurante. Briley morreu nos atentados, tal como várias outras pessoas que trabalhavam no 'Windows on the World'. A roupa tornou-se uma das pistas mais importantes. Na fotografia, o homem aparece com uma peça interior de cor laranja e sapatos pretos abotinados. Junod encontrou semelhanças entre esses detalhes e aquilo que sabia sobre Briley.

Havia ainda outra peça neste puzzle: Gwendolyn Briley, irmã de Jonathan. Quando viu a fotografia, admitiu que a figura lhe fazia lembrar o irmão. Mas deixou também claro que não podia afirmar que era ele. E é aqui que o mistério permanece. A hipótese de Jonathan Briley é considerada por alguns investigadores como a explicação mais provável, mas nunca surgiu uma prova definitiva capaz de fechar o caso.

Para Gwendolyn, porém, havia algo mais importante do que o nome que pudesse ser colocado naquela fotografia. Aquele homem representava uma vida interrompida e alguém que tinha pessoas à sua espera. “Era filho de alguém, marido de alguém, amigo de alguém”, afirmou.

Vinte e cinco anos depois, a identidade do 'Falling Man' continua sem confirmação oficial. A fotografia permanece, assim, não apenas como um dos registos mais perturbadores daquele dia, mas também como o retrato de uma vítima cuja história nunca chegou a ser completamente esclarecida.

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