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Drama

Dia de dor maior para Cristiano Ronaldo ganha um novo significado e promete ficar para sempre na memória do jogador

O dia 30 de setembro já era uma data particularmente dolorosa para CR7, mas agora ainda fica inevitavelmente ligado a um dos momentos mais marcantes da sua carreira: a saída da Seleção Nacional.
Dia de dor para Cristiano Ronaldo ganha um novo significado e promete ficar para sempre na memória do jogador
Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo, José Dinis Aveiro
Cristiano Ronaldo com um quadro do pai,  José Dinis Aveiro
Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo, José Dinis Aveiro
Cristiano Ronaldo com um quadro do pai,  José Dinis Aveiro

Esta quarta-feira, dia 30 de setembro, Cristiano Ronaldo surpreendeu o mundo do futebol ao anunciar que . O craque, de 41 anos, explica que a decisão surge após a conferência de imprensa do treinador Jorge Jesus e promete a seu tempo dizer a "verdade" aos portugueses sobre esta situação.

O que muitos não sabem é que o último dia de setembro já era um dia particularmente doloroso para CR7 e toda a sua família: é o dia do aniversário do seu pai, José Dinis Aveiro, que morreu em 2005, com apenas 51 anos, vítima de doença hepática relacionada com o consumo de álcool. A data torna-se assim duplamente simbólica, agora também associada ao dia em que o craque deixou a Seleção Nacional.

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Cristiano Ronaldo: «Quando sentir que não estou aqui a fazer nada sou o primeiro a fazer a mala»

Esta é uma dor eterna para todo o clã Aveiro, que com o tempo vai suavizando mas que nunca é esquecida. Cristiano Ronaldo tinha apenas 20 anos e atravessava precisamente uma fase de enorme ascensão no futebol, então ao serviço do Manchester United, quando perdeu o pai.

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Cristiano Ronaldo em lágrimas ao ver imagens do pai

A morte do progenitor marcou-o profundamente e tornou-se uma ausência que Cristiano continuou a sentir mesmo depois de alcançar os maiores títulos da sua carreira. Anos mais tarde, revelou que, sempre que ganha alguma coisa pensa no pai, que acredita continuar a olhar por ele e que até lhe “envia mensagens” nos sonhos.

Ainda assim, o alcoolismo de José Dinis Aveiro foi uma barreira na relação entre pai e filho. "O meu pai era alcoólico. Não foi o pai que eu sonhei ter", afirmou ao 'The Times' em 2015. "Eu amava-o, claro, mas nunca tive uma conversa com ele como estou agora a ter consigo", lamentou. A doença do vício afetou toda a família, em especial Dolores Aveiro, que chegou a assumir que

Cristiano Ronaldo aprendeu a viver com a angústia do pai – que, apesar dos problemas do vício, sempre o apoiou no futebol desde pequenino – não ter visto os incríveis feitos que conquistou nestes últimos 20 anos.

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