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Monárquico assumido, Nuno da Câmara Pereira tem uma longa experiência política. Além de líder do Partido Popular Monárquico (PPM), o fadista foi ainda deputado da X legislatura representando o PPM mas integrando o grupo parlamentar do PSD.
Em entrevista recente à revista 'VIP', Nuno da Câmara Pereira, e a propósito dos incêndios que devastaram grande parte da floresta nacional, admite que não recusaria um cargo político e que devido à sua formação académica [engenheiro técnico agrário e engenheiro do ambiente] via-se como "ministro ou secretário de Estado da Agricultura", pois garante que do "campo até aos gabinetes diversos do Ministério e gestão de projectos agropecuários" passou por tudo.
Questionado se saiu desiludido com os políticos, a resposta não poderia ser mais clara e carregada de alguma polémica: "De forma alguma. Conheci o pior e o melhor da condição humana. O sistema partidário é que se encontra viciado, gratificando os desvios da verdade e da correção em relação aos valores clamados em boa fé, a favor da perversidade dos interesses externos à própria razão política".
Da sua passagem pela política orgulha-se, sobretudo, da chamada lei da Rádio "da qual foi o principal obreiro e executor".