Joaquim Letria morreu na última sexta-feira, 16 de outubro, aos 82 anos, avançou o 'Observador'. O jornalista e escritor fez parte de uma geração que acompanhou as grandes transformações do país e da televisão portuguesa, sobretudo depois do 25 de Abril de 1974.
De acordo com o site Clube de Jornalistas, já se sabe quando acontecem as cerimónias fúnebres, com o velório a realizar-se este sábado, dia 17, a partir das 17:30 horas, na capela mortuária da igreja da Praça de Londres, em Lisboa.
Joaquim Letria deixa marca no País, sendo que a relação com o jornalismo começou cedo, nas páginas do 'Diário de Lisboa'. O percurso levou-o depois ao trabalho como repórter internacional e a Londres, onde passou pela BBC. Regressou a Portugal em 1974, num período de mudança política e social, e integrou a RTP, onde assumiu funções na direção de informação antes de se tornar um dos rostos associados à renovação da televisão pública.
Foi no pequeno ecrã que conquistou particular notoriedade. Joaquim Letria esteve ligado ao 'Informação 2' e a programas como 'Directíssimo' e 'Tal & Qual', formatos que cruzavam informação e entretenimento. Entre os momentos que ficaram associados ao seu percurso está também o debate televisivo entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, em 1975, recordado pela célebre troca de argumentos entre os dois políticos.
Mas a televisão foi apenas uma parte da sua atividade. Joaquim Letria participou na fundação de publicações como 'O Jornal' e 'Tal & Qual' e dirigiu a revista 'Sábado'. A imprensa escrita, a rádio e a televisão fizeram parte de uma carreira que não ficou limitada a um único formato ou meio de comunicação.
Em 1980, assumiu ainda funções como porta-voz do Presidente da República, Ramalho Eanes, cargo que desempenhou até 1986. Mais tarde, voltou a trabalhar em rádio e televisão, mantendo-se ligado à comunicação e à escrita.