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Desceu do pedestal. Como William se despiu de formalidades e passou a ser o príncipe do povo

Do miúdo certinho, que cresceu à sombra da rebeldia do irmão Harry, William tem, aos poucos, fintado o protocolo para se mostrar mais humano e terra a terra, o que o aproxima da imagem da mãe, Diana.
Rute Lourenço
Rute Lourenço
Príncipe William torce com fervor, mostrando apoio no meio da multidão
Príncipe William torce com fervor, mostrando apoio no meio da multidão

William sempre foi visto como o mais certinho dos dois irmãos. Se Harry era o rebelde, o problemático, o que não se conformava, o primogénito foi educado para seguir o protocolo e preparar-se para um dia ser rei. Namoradas não lhe conhecemos muitas e a relação com Kate Middleton conseguiu quase sempre manter-se longe de polémicas, com o casal a ser visto como modelo. No entanto, se essa coluna reta e herança familiar sempre o definiu até aqui, a verdade é que nos últimos tempos – e principalmente depois da doença da mulher – assistimos quase que a um novo William, como se o príncipe tivesse renascido e já não se importasse de despir a farda real, sempre que assim se justifica.

Vemo-lo, por exemplo, muito mais em bancadas de estádio, a assistir a jogos de futebol, e não sentado no camarote, de postura plácida. William tem mostrado ser um adepto fervoroso do Aston Villa e sofre com os jogos, vibra, dá saltos a celebrar os golos, incentivando o filho mais velho, George, que tantas vezes o acompanha aos jogos, a fazer o mesmo.

O mundo vibra com esta versão 2.0 do príncipe, até porque o aproxima muito mais dos seus pares, à semelhança do que acontecia com a sua mãe, tornando-o muito mais num príncipe do povo. Os especialistas admitem que Kate tem o seu dedo nisto, até pela sua forma de ser, que contagia tudo e todos. 

Apesar de sempre se ter mostrado disposta a seguir o protocolo real e a levar uma vida dentro das balizas expectáveis para a posição que a família do marido ocupa, Kate revelou também que havia partes que eram inegociáveis, nomeadamente a maneira como pretendia educar os filhos, dentro do expectável para a 'firma', mas com uma parentalidade muito mais próxima e sem barreiras.

Ora, essa é como que uma imagem de marca de William e Kate, que são considerados uma espécie de pais 'todo o terreno', que estão ao lado dos filhos em tudo, que falam com os filhos sobre tudo, o que se traduz na espontaneidade que as crianças demonstram em atos oficias.

Apesar das aulas de etiqueta e da consciência desde cedo da existência de um protocolo a seguir, não raras vezes vemos o mais novo, Louis, a mostrar a língua em público ou às gargalhadas com os irmãos, com isso a ser encarado com naturalidade pelos pais que querem, acima de tudo, que os filhos cresçam livres e possam desfrutar do seu direito de serem crianças e viverem como tal.

AS PREOCUPAÇÕES COM A SAÚDE MENTAL

Kate Middleton e o príncipe William sempre se mostraram muito abertos na forma como partilham a sua vida com os súbditos. Cientes de que a sua vida é seguida (e adorada) por milhões em todo o mundo, partilham frequentemente aspetos do lado mais privado, nomeadamente registos familiares, tirados muitas vezes no ambiente íntimo da sua casa, em que se mostram uns pais como quaisquer outros. A princesa de Gales sempre foi, aliás, descrita como uma mãe todo o terreno. Muito próxima dos filhos, gosta de fazer atividades com as crianças e envolver-se na educação destas, participando nas tarefas escolares. 

Apesar de aparentemente abrirem um pouco da porta de casa para mostrarem como é a vida familiar, a verdade é que esta é talvez uma falsa sensação de abertura, uma vez que se há coisa que os príncipes privilegiam é a privacidade dos filhos. E se George, herdeiro ao trono, já começa a marcar presença em cada vez mais atos oficiais, tendo uma vida necessariamente mais exposta por força das circunstâncias, Charlotte e Louis têm direito ao seu lado mais resguardado.

Neste momento, de acordo com a revista 'Hello', Kate e William estão a decidir o futuro escolar da filha, que  mantém a frequência na prestigiada Lambrook School, em Berkshire. No entanto, está em aberto a possibilidade de se mudar em breve para o Wellington College ou Marlborough College, em Wiltshire,  este último com uma ligação especial à família, uma vez que foi a escola que Kate frequentou na idade da filha.

Certo é que para esta mudança, mais do que o prestígio, os príncipes estão a focar-se no bem-estar emocional de Charlotte, estando muito atentos a questões de bullying e saúde mental, pelo que a escolha de estabelecimentos de ensino respeitadores dessas variantes é um assunto em cima da mesa.

No mais recente episódio do podcast 'A Right Royal', da HELLO!, Melanie Sanderson, editora-chefe do 'The Good Schools Guide', referiu que o Wellington College, em Berkshire, é um dos candidatos mais fortes a acolher a princesa. "Uma das coisas que este estabelecimento introduziu foi um foco real no bem-estar, na atenção plena e na boa saúde mental. É uma cultura muito inclusiva. Quando falamos de Wellington, quase nunca ouvimos ninguém mencionar comportamentos tóxicos ou bullying. Parece ser um lugar onde qualquer pessoa pode ir e aproveitar ao máximo a experiência. É um ambiente muito acolhedor." 

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