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Educado para ser rei! Príncipe George vai para o internato e deixa Kate Middleton de coração apertado

A família real britânica já anunciou qual será o futuro académico de George, que irá receber uma educação condizente com o estatuto de herdeiro ao trono. Mudança acontece em setembro e vai separar, pela primeira vez, a família.
Rute Lourenço
Rute Lourenço
Príncipe George irá estudar em regime de internato
Príncipe George irá estudar em regime de internato

Aos 12 anos, o príncipe George está prestes a dar um dos passos mais importantes da sua vida. Depois de meses de muita especulação sobre o seu futuro académico, os príncipes de Gales anunciaram que o filho irá estudar, em regime de internato numa das mais prestigiadas escolas do Reino Unido: o Eton College, seguindo, assim, uma tradição familiar.

A decisão não esteve isenta de desafios. Se é verdade que o peso da tradição falava mais alto - sobretudo quando estamos a falar de uma criança que está a ser educada para ser o futuro rei de Inglaterra - Kate Middleton sempre demonstrou vontade de que os filhos pudessem ter uma educação mais vanguardista e, acima de tudo, afastada do espartilho do Palácio, seguindo, desta forma, as pisadas do pai, William, que também lá estudou e também do tio Harry.

Apesar de bem-vinda, esta será uma grande mudança para George que, em setembro, quando já tiver 13 anos, passará a viver longe dos pais e dos dois irmãos, Charlotte e Louis, uma vez que fará todo o ensino em regime de internato, numa das residências da escola. A escola ronda os 11 mil euros por ano.

O Etton College
O Etton College

ESCOLA DE ELITE

Fundado em 1440 pelo rei Henrique VI, o Eton College é muito mais do que uma escola. Situado em Berkshire, a poucos quilómetros do Castelo de Windsor, é uma instituição conhecida por acolher uma determinada elite. Com cerca de 1300 alunos, todos rapazes entre os 13 e os 18 anos, o colégio funciona em regime de internato e é conhecido pela exigência académica, pelas tradições centenárias e pela forte aposta no desenvolvimento pessoal dos estudantes. Entre os antigos alunos encontram-se mais de vinte primeiros-ministros britânicos, incluindo Boris Johnson e David Cameron, além de inúmeros membros da família real.

Apesar da mudança difícil que foi passar a viver em regime de internato, para William este colégio tem um significado emocional. Foi em Eton que encontrou alguma estabilidade durante um dos períodos mais difíceis da sua vida, após a morte da mãe, a princesa Diana, em 1997. Ao contrário do pai, o rei Carlos III, que estudou na Escócia, William sempre falou de forma positiva da sua experiência em Eton, considerando-a uma fase importante do seu crescimento. Agora, parece querer proporcionar ao filho uma experiência de vida semelhante, ainda que esta seja uma mudança difícil para toda a família, que é muito chegada, especialmente para a mãe, que não esconde o coração apertado por ver sair do ninho o seu filho mais velho.

Mas a entrada em Eton não significa que George esteja a ser preparado para uma vida exclusivamente ligada à tradição. Desde o nascimento do filho, William e Kate têm procurado equilibrar o peso da responsabilidade real com uma infância com a maior normalidade possível, sendo que a família sempre viveu nesta dualidade: por um lado a saber que George tinha de receber uma educação de futuro rei, por outro sem o privar da sua vida de criança.

Ao longo dos últimos anos, os príncipes de Gales têm sido elogiados pela forma gradual como intoduziram George aos deveres associados ao seu futuro papel. Em vez de o exporem constantemente ao escrutínio público, optaram por uma abordagem mais cuidadosa. O jovem príncipe participa apenas em eventos considerados importantes para a instituição monárquica, como coroações, jubileus ou cerimónias oficiais de grande relevância, tendo começado a assumir um maior destaque nos últimos tempos, mas tudo sem uma elevada pressão, que não é imagem de marca nem de Kate nem de William.

A coroação do rei Carlos III, em 2023, foi um dos momentos mais simbólicos dessa preparação. George desempenhou o papel de pajem de honra, surgindo ao lado do avô numa cerimónia observada por milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar da responsabilidade, mostrou-se seguro e confortável, refletindo o trabalho que os pais têm vindo a desenvolver nos bastidores.

Segundo especialistas em realeza britânica, William e Kate estão determinados a evitar alguns dos erros cometidos em gerações anteriores. O objetivo passa por garantir que George compreende desde cedo o significado do seu destino, sem que isso comprometa o seu desenvolvimento pessoal. O casal procura equilibrar tradição e modernidade, preparando o filho para liderar uma monarquia que enfrenta desafios muito diferentes daqueles que existiam quando Isabel II subiu ao trono.

A escolha de Eton encaixa precisamente nessa visão. A escola oferece uma formação académica de excelência, mas também incentiva o pensamento crítico, a autonomia e a capacidade de liderança. Os alunos participam em dezenas de clubes, atividades culturais e projetos comunitários, competências consideradas essenciais para quem terá um dia um papel institucional de enorme visibilidade.

Apesar da importância desta nova etapa, fontes próximas da família garantem que George continua a ser tratado, acima de tudo, como um adolescente. Gosta de futebol, acompanha os jogos do Aston Villa ao lado do pai, interessa-se por tecnologia e partilha muitas das rotinas dos jovens da sua idade. Essa normalidade é precisamente um dos pilares da educação que William e Kate procuram proporcionar.

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