Arrancou esta quarta-feira e prolonga-se até sábado um dos festivais mais míticos do nosso país, e que comemora este ano 30 anos de existência. Pelo meio, houve muitas mudanças, uma grande evolução, mas o cenário permanece imutável, a lembrar-nos que a beleza do rio Coura, na Praia Fluvial do Taboão merece sempre uma nova oportunidade.
Apesar da data redonda, há quem diga que nesta edição do Paredes de Coura falta um grande nome de encher o olho. Ainda assim, há grandes artistas a cantar no meio da natureza, como é o caso de Wilco, Explosions in the Sky, Lorde, Yung Lean, Loyle Carner ou Jessie Ware.
Destaque ainda para as presenças do brasileiro Tim Bernardes, da cantora Garota Não ou dos Expresso Transatlântico, que editam o primeiro álbum no final de setembro.
Este ano, assinalam-se ainda os regressos dos norte-americanos Yo La Tengo, que estiveram no festival em 2000, e da dupla britânica Sleaford Mods, que atuou em Coura em 2016.
COMO TUDO COMEÇOU... HÁ 30 ANOS
Quando, há 30 anos, um grupo de jovens amigos organizou, em pouco mais de uma semana, a primeira edição do Festival Paredes de Coura, com bandas amadoras portuguesas, dificilmente se acreditaria que este evento viria a ter uma dimensão internacional. Mas assim foi. Ano após ano, o Paredes de Coura foi evoluindo - ainda que nos primeiros tempos isso tenha sido feito lentamente - e em 1996, os organizadores começaram a cobrar bilhetes quando levaram para o recinto bandas como os Da Weasel ou os Mão Morta.
Foi uma viragem na história do Festival que, desde então, nunca mais parou de crescer. Às bandas internacionais juntou-se o misticismo da envolvência do ambiente da Praia do Taboão e rapidamente o Paredes de Coura ganhou fama nos quatro cantos do Mundo.
O destino foi colocado no mapa de eventos internacionais e hoje é ponto de romaria de aficionados da música um pouco de todo o lado.