'

NOVA EDIÇÃO FLASH!

Não perca a edição especial nas bancas ou Epaper

Ilustração da revista Flash!
Comprar Epaper
Weeekend - Livros

Feira do Livro de Lisboa: tudo o que precisa de saber sobre a edição de 2026

O Parque Eduardo VII transforma-se no ponto de encontro cultural e social da cidade que, por estes dias respira livros.
Feira do Livro de Lisboa prepara edição de 2026 com variedade de títulos.
Feira do Livro de Lisboa prepara edição de 2026 com variedade de títulos.

A Feira do Livro de Lisboa está aí e prolonga-se até dia 14 de Junho, com entrada gratuita e centenas de pavilhões espalhados pelo Parque Eduardo VII. Ao longo dos anos, a Feira deixou de ser apenas um ponto de encontro para leitores compulsivos e tornou-se um verdadeiro acontecimento cultural da cidade. Há quem vá pelas novidades editoriais, quem faça listas estratégicas para aproveitar descontos e quem apareça apenas para passear ao fim da tarde, beber qualquer coisa e sentir o ambiente. E isso faz parte do encanto: a Feira tanto serve para descobrir um novo autor como para passar horas sem grande plano definido. 

A famosa Hora H e a arte de encontrar pechinchas

Se há expressão que qualquer visitante habitual conhece é “Hora H”. É naquele último período antes do encerramento que muitas editoras aplicam descontos adicionais e transformam a Feira numa espécie de caça ao tesouro literária. Há filas, livros escondidos no fundo das bancas e leitores determinados a encontrar aquela edição específica a metade do preço. O melhor é ir com alguma paciência e espaço livre na mochila. 

A Feira que não é só livros

A verdade é que a Feira já funciona quase como um festival ao ar livre. Entre apresentações de livros, sessões de autógrafos, debates e atividades infantis, há concertos, zonas de descanso e espaços para comer. Muitas pessoas acabam por passar lá uma tarde inteira sem sequer comprar nada. O ambiente ajuda: famílias espalhadas na relva, grupos de amigos a circular entre pavilhões e turistas surpreendidos com a dimensão do evento. Mesmo para quem lê pouco, há qualquer coisa de contagiante naquela mistura entre passeio urbano e celebração cultural. 

O que convém saber antes de subir o parque

Há uma regra simples na Feira do Livro: leve sapatos confortáveis. O percurso faz-se sempre entre subidas e descidas, e ao fim de algumas horas isso começa a pesar, especialmente quando os sacos já vão cheios. Água, protetor solar e uma tote bag resistente tornam-se rapidamente essenciais. Também ajuda fazer uma pequena lista do que procura, porque a quantidade de editoras pode ser esmagadora. Ainda assim, parte da graça está precisamente em perder-se entre corredores e acabar a trazer para casa livros que nem sabia que existiam.

A discussão sobre as editoras independentes

Nos últimos tempos, a Feira também tem sido palco de alguma discussão no meio editorial. Várias editoras independentes criticaram a crescente presença dos grandes grupos e a dificuldade em garantir espaço e visibilidade dentro do recinto. Nas redes sociais e em fóruns online, muitos leitores lamentam que algumas pequenas editoras estejam cada vez mais escondidas entre zonas comerciais maiores. Ao mesmo tempo, há quem defenda que a dimensão do evento continua a permitir descobertas interessantes e encontros improváveis com projetos editoriais menos conhecidos.

Porque é que continuamos a voltar todos os anos

Talvez porque a Feira do Livro tenha conseguido tornar-se mais do que um sítio para comprar livros. Há um lado ritual nesta tradição lisboeta: marcar encontros de fim de tarde, rever pavilhões favoritos, descobrir capas novas e regressar a casa com a sensação de que o Verão começou oficialmente. Mesmo quem promete ir “só dar uma volta” acaba quase sempre com um saco na mão. E, no fundo, é exactamente isso que mantém viva a magia da Feira ano após ano.

você vai gostar de...


FLASH! Weekend Acompanhe as dicas e sugestões para o seu fim de semana, todas as quintas-feiras, no seu e-mail.