Esqueça as filas intermináveis, os monumentos sobrelotados e os restaurantes onde se espera mais do que se come. Há uma nova tendência a ganhar força no mapa das viagens europeias e que nos leva para longe das grandes capitais.
Cada vez mais, os viajantes estão a trocar cidades icónicas por lugares onde o tempo abranda. Vilas escondidas, paisagens montanhosas e destinos costeiros menos óbvios estão no topo das pesquisas, refletindo uma mudança clara: viajar já não é só ver, é sentir.
Mais autenticidade
Segundo dados recentes do Airbnb, há um crescente interesse por destinos menos explorados, locais onde a experiência é mais genuína e conseguimos desligar do ritmo intenso e frenesi das nossas vidas.
Em vez de locais badalados como Barcelona ou Roma, o foco está agora em sítios como pequenas aldeias alpinas, regiões costeiras tranquilas ou cidades secundárias cheias de carácter. A ideia? Descobrir o lado mais autêntico da Europa, longe dos roteiros previsíveis.
Montanha, mar e silêncio
Entre os destinos em ascensão estão refúgios de montanha como Rocca Pietore, nas Dolomitas italiana, perfeito para quem procura trilhos, ar puro e vistas dramáticas, além de pequenas localidades à beira-mar que oferecem um estilo de vida mais descontraído.
Há também uma clara preferência por locais que combinam natureza com cultura local, mercados tradicionais, gastronomia regional e experiências que não se esgotam num guia turístico.
Entre os destinos menos tendência sugeridos pelo Airbnb estão ainda Rojales, uma pequena aldeia em Alicante, Espanha, ou o cenário icónico de Gérardmer, em França. Na Alemanha, Braunlage é identificado como um pequeno paraíso a visitar.
Portugal no radar (mas fora do óbvio)
Curiosamente, a tendência também se sente em Portugal. Em vez de Lisboa ou Porto, os viajantes estão a olhar para zonas menos previsíveis, como vilas escondidas no Algarve, em que não há vida noturna e de dia a vida se leva lenta, ou destinos rurais no interior, onde a autenticidade ainda não foi “instagramada” até à exaustão. Alte, Burgau ou Alcoutim são pequenas localidades a ter em conta.
Uma nova forma de viajar
Esta mudança não é apenas geográfica, é também emocional. Viajar deixou de ser uma checklist de pontos turísticos e passou a ser uma procura por bem-estar, reconexão connosco próprios e uma maior sensação de pertença.
Quer seja numa aldeia escondida entre montanhas ou numa praia pouco conhecida, o objetivo é desligar, respirar e viver o destino, não apenas visitá-lo. No fundo, o verdadeiro luxo hoje não está nos lugares mais famosos, mas nos que ainda guardam espaço para surpreender.