Dinis Maria, o filho de 13 anos de Bárbara Guimarães, declarou em tribunal, segundo consta do acórdão da sentença redigido pela juíza Joana Ferrer Antunes, que foi com espanto que assistiu ao divórcio dos pais. "Nunca me passou pela cabeça que os meus pais se divorciassem", verbalizou, desejando, perante a juíza, que os dois reatassem a relação: "queria ver os meus pais juntos de novo, mas isso é improvável, mesmo que a mãe pedisse desculpa ao pai."
O adolescente informou o tribunal de que os pais nunca mais se contactaram pessoalmente depois da separação e contou ter ouvido uma conversa, entre a mãe o avô João Antero, em que este terá perguntado à filha: "Porque fizeste isto à família e ao Manuel?", sendo que a progenitora terá então "chorado".
O rapaz contou também a Joana Ferrer Antunes que, antes do divórcio, os pais saíam juntos e iam jantar fora e que todos os anos faziam férias no estrangeiro, excepto no ano em que nasceu a irmã Carlota. Dinis Maria revelou ainda que assistiu a um ou duas discussões entre os pais e que não eram frequentes pois tem "o sono leve" e ter-se-ia apercebido.
DINIS DEFENDEU NO TRIBUNAL QUE O PAI NÃO BATE, ARGUMENTA
E pelos vistos nem discussões, nem agressões, viu e ouviu em criança. "O pai nunca bateu em ninguém. Depois do divórcio, vi a mãe rasgar a camisa do pai. O pai não é de bater, é de argumentar", reforçou.
Dinis afirmou em audiência que antes do divórcio todos se davam bem, referindo-se às famílias da mãe e do pai. O adolescente esclareceu que nunca viu a mãe a beber durante a tarde, porém, à noite, a mãe "passava-se", ficava "esquisita", "mudava" e "não dava bom ambiente". "Dizia coisas sem sentido", o que no entender de Dinis Maria se devia a ter "passado a beber e a fumar mais do que antes", e acrescentou que enquanto "o pai bebia um copo às refeições, a mãe bebia dois ou três", rematou.