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Muito se tem falado de uma suposta crise no casamento de Felipe VI, de 56 anos de idade, e de Letizia Ortiz, de 51. As razões são por demais evidentes: as confidências de Jaime del Burgo. O ex-cunhado da rainha de Espanha garante que viveu um romance com ela, antes e depois do casamento com o então príncipe das Astúrias. O polémico advogado afiança ainda que tem provas desse amor proibido.
Se a rainha não fica nada bem nesta imensa polémica que atira a sua honra para a lama, também Felipe acaba por não sair melhor, pois a humilhação pública está a ser difícil de ultrapassar. Por isso, já não se consegue esconder a evidente distância que se impôs, desde então, entre os reis de Espanha.
E é precisamente do país vizinho que chegam notícias preocupantes. Joaquín Abad, que escreveu a biografia não autorizada de Letizia, afiança: "Em 2013, Felipe descobriu as traições da sua mulher e isso marcou o declive do seu casamento. Depois de superar as idas e vindas da consorte, decidiram separar-se, ainda que não se divorciaram. A Casa Real recomendou manter uma aparência de normalidade ante a opinião pública, enquanto cada um levava a sua própria vida em privado."
"Seguiram o exemplo dos eméritos Juan Carlos I e Sofia. Numa tentativa para restaurar o seu casamento e relações íntimas, decidiram fazer terapia", explicou ainda Joaquín Abad. "No entanto, a distância e os danos entre eles já eram demasiado grandes. Ao longo do tempo, experimentaram momentos melhores e piores, com maior ou menor aproximação, mas nunca conseguiram recuperar a conexão que tinham antes de casar ou durante os primeiros anos de casamento."
Diz ainda o polémico autor sobre a realzeza espanhola: "Agora, com a revelação pública do escândalo, o casamento chegou ao fim, definitivamente. Faz muito tempo que as suas relações estão sepultadas. Ainda que vivam sob o mesmo teto, levam vidas separadas. Deixaram de conviver como casal, mas continuam a morar no Pavilhão do Príncipe, embora durmam em quarto separados."