Os americanos adoram uma boa polémica - e se for de cariz sexual, melhor ainda - e esta envolve dois homens que estão no centro da mais recente discussão nos EUA sobre a suposta falta de virilidade do Presidente Trump e a alegada obsessão da assessora Natalie Harp, de 35 anos (que nunca tira folga e já foi batizada como a 'impressora humana') pelo líder da maior nação do mundo. Um deles é o senador democrata Jon Ossoff, que representa o Estado da Geórgia, e que, num discurso em Atlanta, criticou os comportamentos de Donald Trump com a sua assistente pessoal Natalie, a ferrenha ativista MAGA que nunca sai da sombra do Presidente. Numa declaração que se tornou logo viral, Ossoff afirmou que o Trump "não quer fazer o seu trabalho" e prefere "viajar com Natalie no seu palácio voador aparentemente indefeso".
O comentário gerou fortes reações negativas de funcionários e assessores da Casa Branca, que responderam com insultos e críticas severas ao tom do senador democrata. No programa 'OutFront', com Erin Burnett na CNN, Max Rose, o antigo congressista republicano eleito pelo Estado de Nova Iorque, defendeu que o Partido Democrata deveria capitalizar politicamente o momento criado por Ossoff. Rose sugeriu, de forma irónica, que Jon Ossoff estava incorreto por "razões físicas", afirmando, preto no branco, que atualmente Trump seria "fisicamente incapaz" de "manter um caso extraconjugal".
Estas acusações pública com troca de farpas e galhardetes entre figuras dos dois partidos, a poucas semanas das aguerridas eleições intercalares americanas (conhecidas como 'midterms') que se realizam a 3 de novembro deste ano, determinando o controlo político do Congresso e do Senado dos Estados Unidos, a eleição de 36 governadores estaduais e a escolha de milhares de pessoas para cargos públicos locais e regionais. E que são fundamentais para o equilíbrio de poder nos EUA e para a sobrevivência política de Donald Trump até ao final do seu mandato a 20 de janeiro de 2029.
Com uma desgastante guerra em curso no médio oriente, a inflação a disparar nos EUA e crude em altas a afetar o bolso dos consumidores americanos, nada melhor do que acrescentar à lista de tragédia da governação Trump, a semanas de uma eleição, um alegado caso amoroso com uma jovem assessora loira de 35 anos obcecada pelo patrão na Casa Branca.
O QUE ELES ANDAM A ESCONDER? PRESIDENTE DE 80 ANOS DEBILITADO
O Presidente de 80 anos tem sido apontado como tendo vindo a sofrer de várias doenças ao longo dos últimos 19 meses do seu segundo mandato na Casa Branca, incluindo tornozelos inchados e um diagnóstico de insuficiência venosa crónica em julho de 2025. Trump também já foi filmado e fotografado com derrames negros nas mãos, um sinal de que foi sujeito à utilização de cateteres para tratamentos intravenosos, surgiu ainda com uma misteriosa erupção vermelha no pescoço, sofre de flatulência e foi alvo de especulações de que usará fralda geriátrica.
É recorrente ser 'apanhado' a dormir em público, seja em competições desportivas, discursos de outros intervenientes na Casa Branca e, mais recentemente, a 19 de agosto, durante o funeral do histórico senador republicano Lindsey Graham. Os analistas, comentadores políticos e especialistas em saúde temem que a equipa médica e de assessores de Donald Trump esteja a esconder o verdadeiro estado de saúde do líder americano, que nas suas deslocações a pé mostra ter uma marcha errática, com desequilíbrio, andando de lado.
O próprio Donald Trump já respondeu a perguntas sobre os seus supostos problemas de saúde, desvalorizando os rumores e dando uma resposta que levantou ainda mais suspeitas. Apesar dos sinais preocupantes, Trump afirmou que o ex médico da Casa Branca, Ronny Jackson, lhe disse que ele é "de longe o Presidente mais saudável do Salão Oval" dos últimos anos – até mais saudável do que o seu antecessor, o ex-Presidente Barack Obama...