Reservado e discreto, apesar dos seus 2,06 metros de altura, Barron Trump, de 20 anos de idade, o filho benjamim de Donald e Melania Trump, é uma verdadeira fera nos negócios, herdando o gostinho do pai por dinheiro. E até já é multimilionário, apesar de ainda estudar, com uma fortuna avaliada em 130 milhões de euros. Não somos nós que o dizemos, nem é conversa 'de alcatifa' nas redes sociais, é a conceituada revista 'Forbes' que o revela num relatório detalhado. A publicação vai mais longe no trabalho de investigação e garante que Barron já bateu a mãe, Melania, de 56 anos de idade, em matéria de fortuna pessoal e possui o dobro do dinheiro desta.
E atenção que os dados que deram origem ao artigo são de outubro de 2025, o que significa que a fortuna do jovem pode ser mais impressionante do que se pensa. E porquê? Porque só em dezembro de 2025, ao seu portfólio de negócios com criptomoedas, juntou uma empresa de bebidas com um conceito inovador. Mas dessa novidade falaremos mais adiante neste artigo, porque é importante percebermos primeiro como tudo começou.
Longe dos holofotes do mundo dos negócios, e de forma ultra discreta, o jovem agora com 20 anos começou aos 18 a construir com sucesso um património avultado graças aos seus investimentos no mundo das criptomoedas. Fontes da área económica afirmam que foi Barron Trump quem incentivou os irmãos Don Jr. e Eric, a cofundar em 2024 a empresa de criptomoedas World Liberty Financial, uma startup familiar, onde consta que o pai Donald terá uma participação secreta.
Numa das suas muitas polémicas intervenções públicas, em que foi questionado sobre a riqueza e o misterioso e precoce 'percurso empresarial' de Barron, Donald Trump comentou que o seu filho mais novo - que desde setembro de 2024 estuda Economia e Gestão na prestigiada Stern School of Business, no Campus de Washington, D.C., da Universidade de Nova Iorque (NYU) - tinha "quatro carteiras ou algo assim, e eu pergunto: 'O que é uma carteira?'", comentou o polémico Presidente dos EUA e pai do estudante, por altura do lançamento da nova empresa dos filhos.
BENJAMIM DA FAMÍLIA QUER IMPRESSIONAR OS PAPÁS COM SUCESSO NOS NEGÓCIOS
Segundo o mesmo relatório da Forbes, Barron ganhou 69 milhões de euros com a venda de tokens [Um token é uma unidade digital com um propósito específico, que pode ser um código temporário de segurança para bancos, uma representação de um ativo numa blockchain (ou cadeia de blocos que guarda dados digitais), uma fração de texto processada por inteligência artificial ou uma chave física de acesso] e por isso possuirá cerca de 1,9 mil milhões de euros em tokens bloqueados, o que, desbloqueados, poderão valer mais de 430 milhões de euros.
Em março de 2026, também a revista 'People' despertou para o sucesso de Barron e num artigo notava, citando uma fonte próxima da família, que o jovem, o único filho de Trump com a atual Primeira-Dama Melania, queria "ganhar muito dinheiro" assim que terminasse os estudos universitários em Economia. A notícia despertou de imediato pequenas raivas e os comuns insultos anónimos nas redes sociais, com cibernautas a escrever que Barron possuía "um património líquido de 130 milhões de euros sem nunca ter trabalhado um dia sequer na vida" ou que este seria "um génio que deve ser um milhão por cento mais inteligente e trabalhador do que qualquer outro rapaz de 20 anos", ou ainda "fico a imaginar em que tipo de negócio esse pequeno génio prosperou sem a ajuda do dinheiro ou influência do pai".
Ataques gratuitos à parte (o habitual para quem prospera na vida e é logo visado nas redes sociais), a mesma fonte familiar dos Trump que afirmou à 'People' que Barron queria "ganhar muito dinheiro", também detalhou como o mesmo gizou o seu plano no caminho rumo ao sucesso empresarial. "Barron herdou o interesse do pai em ganhar dinheiro e em se destacar. E está bem encaminhado para se tornar um empreendedor: É inteligente, focado e engenhoso. Está sempre procurando áreas que lhe interessam e é bastante ambicioso para uma idade tão jovem", avançou, destacando como o estudante procura a excelência: "Ele tem buscado ativamente empreendimentos bem-sucedidos há vários anos. Quer envolver-se com projetos que não só lhe interessem, mas que lhe rendam muito dinheiro. Deseja impressionar a família, quer deixar sua própria marca. Grande parte dessa ambição tem a ver com o facto de ele querer deixar tanto o pai Donald quanto para mãe Melania orgulhosos."
BARRON LANÇA-SE NO RAMO DAS BEBIDAS, MAS SÓ COM UM SABOR. ESTRATÉGIA OU FLOP?
A Primeira-Dama Melania deve estar bastante impressionada com os sucessos do filho, que protege de tudo e todos com garras de leoa, quando o rapaz decidiu enveredar pelo negócio das bebidas. Foi também ela quem acompanhou a iniciativa do filho de se lançar nesse ramo no final de 2025. Criada no estado de Delaware, um paraíso fiscal interno e capital jurídica de grandes corporações, a Sollos Yerba Mate Inc. é uma empresa gerida por cinco diretores, entre eles Barron Trump, mas também por Rodolfo Castello, Valentino Gomez, Spencer Bernstein e Stephen Hall. Curiosamente Bernstein e Hall, respetivamente presidente e 'vice', são companheiros de carteira de Barron no Campus da NYU em Washington, D.C.. Como cabeças de cartaz da bebida escolheram figuras ligadas ao surf e à pesca. É por isso que lá estão a dar a cara Josh Jorgenson, o pescador desportivo mais famoso do mundo, e Garrett Galvin, o rei dos Everglades, que viaja pelo mundo em busca da onda de seis metros.
A Sollos está sediada na Florida e tem como 'core business' a comercialização de roupa casual e desportiva para a praia e para os courts de ténis e de uma bebida de erva-mate com ingredientes funcionais. Barron e os seus colegas diretores e cofundadores da marca comercializam um pacote de 12 latas (com sabor a ananás e coco) por 33,5 euros. No seu site oficial, a Sollos, que se afirma como "a bebida que realmente complementa a vida no Estado do Sol (a Florida)", desvenda um pouco da sua história ao dizer que "tudo começou numa cabana, com um objetivo simples: criar uma bebida limpa que, apesar do estilo de vida ao ar livre e ensolarado da Florida, não existia". Descrevem-na como sendo "funcional e saborosa, com ingredientes de qualidade e sabor refrescante" e que se "adequa ao estilo de vida das pessoas na Florida".
Para que ninguém se sinta enganado, até os ingredientes orgânicos da mesma são revelados online, tudo às claras, limpinho, limpinho: "Abacaxi, coco, erva-mate brasileira orgânica, 5 gramas de açúcar adicionado, mel orgânico cru, contém antioxidantes, 120 mg de cafeína Natural" e o mais importante, para quem controla o peso naquilo que consome: "apenas 50 calorias". Justificam o facto de só terem lançado um sabor com excessos perfeccionistas, mas os consumidores só deverão ficar mais convencidos para se renderem à milagrosa bebida depois de testarem variantes de sabores.
"A maioria das marcas lança quatro sabores na esperança de que goste de um deles. Nós ficamos obcecados por um sabor até que ele se torne perfeito", escrevem, quem sabe se para esconder o facto de só terem uma proposta para anunciar, apesar de terem mais sugestões para a sua forma de ingestão do que a oferta de produtos nas prateleiras: "Algo refrescante depois de uma sessão de surf, energizante o suficiente para aguentar um set de ténis".
MELANIA PEDE QUASE 200 MIL EUROS PARA DISCURSOS E APARIÇÕES PRIVADAS E PÚBLICAS
Agora, e a título de curiosidade, vamos perceber como Melania Trump construiu, aos 56 anos de idade, a sua fortuna avaliada em 60 milhões de euros (já menos de metade da riqueza do filho Barron). A revista Hello! dedicou-se a descobrir a raiz da fortuna de Melania, somou tudo e desvenda: "Em 2025, os seus ganhos dispararam com um contrato de 9,2 milhões de euros pela venda e promoção do documentário 'Melania' na plataforma de streaming da Amazon, pertencente ao império do multimilionário casal amigo de filantropos Jeff Bezos e Lauren Sánchez.
Também o lançamento do livro de memórias de Melania lhe garantiu um valente encaixe financeiro, depois de ter assinado um contrato de mais de 15 milhões de euros. Mas não se pense que a Primeira-Dama se ficou por aqui em matéria de negócios. Não se sabe se incentivada pelo filho Barron ou por consultores exteriores à família, Melania também lançou a sua própria moeda digital (a 'Meme Coin') e ainda coleções de NFTs (um grupo de ativos digitais únicos — conhecidos como 'non-fungible' tokens ou tokens não fungíveis), capitalizando diretamente o entusiasmo do mercado digital, tendo chegado a valorizar até 172 milhões de euros antes de caírem drasticamente nas quotações até quase à insignificância.
A presença de Melania Trump e o seu visual são algo que a mulher do Presidente também tem sido bem aconselhada a pôr a render. Pede 188 mil euros por um discurso ou aparição em enventos públicos ou privados e continua a gerir em royalties o sucesso da sua carreira como supermodelo internacional quando foi descoberta aos 16 anos na Eslovénia, se tornou profissional aos 18, tendo trabalhado ativamente para grandes marcas de luxo em desfiles em Milão e Paris, até se mudar para os Estados Unidos em 1996. Foi capa da icónica revista Sports Illustrated Swimsuit Issue em 2000 e das proeminentes como a GQ e a Vogue.
COMO A SUPER MODELO E TRUMP SE CONHECERAM EM 1998 E ELE FICOU MALUCO POR ELA
Em 1998, Melania, ainda com o apelido de nascença Knauss, conheceu o empresário Donald Trump durante uma festa da New York Fashion Week, um evento promovido pelo ex-agente de modelos Paolo Zampolli, enquanto trabalhava como modelo para a revista Allure. Trump, que tinha acabado de se separar da segunda mulher, Marla Maples, e manifestou de imediato interesse em Melania, pedindo-lhe o número de telefone, o que ela recusou, pedindo antes, e em contrapartida, o contacto dele. Começaram uma relação em 1999, separaram-se em 2000, quando ele está a concorrer à Casa Branca pelo partido Reformista, mas voltam a ter uma relação. Ele pede-a em casamento em 2004, durante a Met Gala. Casaram-se na Florida, numa mega cerimónia na propriedade de Trump em Mar-a-Lago em 2005, um ano depois nasce Barron.
Ao longo da sua carreira como modelo e empresária, Melania desenvolveu linhas próprias de produtos que incluíram coleções de joias e cremes de cuidados faciais à base de caviar. Recebe anualmente royalties e direitos de imagem através de agências como a Getty Images, possui a título particular uma vasta coleção de alta-costura, relógios caros e um anel de noivado avaliado em 2,7 milhões de euros.
Comparando com o colosso financeiro do pai Trump, a riqueza de Melania e do filho Barron é mínima. O Presidente, só desde que tomou posse a 20 de janeiro de 2025, já enriqueceu mais de ganhou mais de 1,7 mil milhões de euros, segundo o relatório anual certificado de divulgação financeira recentemente divulgado pelo tesouro dos EUA.