Já foram encontrados os corpos da mulher e dos filhos de Lucas Trejo, jogador do Marítimo de La Guaira, que não sabia nada da família desde os sismos de 7,1 e 7,5 na escola de Richter que atingiram a Venezuela na quarta-feira passada.
Trejo dera conta do desaparecimento da mulher, Yanina Maranella, e dos pequenos Aarón, de 7 anos, e Ainhoa, de 5, após o prédio onde viviam em La Guaira, uma das zonas mais afetadas pelos sismos, ter colapsado. O jogador mantinha a esperança que a família não estivesse em casa no momento dos sismos.
“O nosso edifício em Praia Grande desabou, não sei nada da minha família. Por favor, orem por eles e partilhem esta mensagem caso alguém os tenha visto. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família", escrevera nas redes sociais na quinta-feira.
Em abril, por ocasião do aniversário da mulher, Lucas Trejo deixara-lhe a seguinte declaração pública: "Que Deus abençoe a tua vida e continue a realizar os desejos do teu coração... É uma bênção para nós como família ter-vos e avançarmos no propósito que temos juntos! Contigo tudo fica mais fácil e mais bonito sempre. Tem o melhor ano da tua vida (até agora) e continuemos a colocar os olhos e o coração em Jesus, que grandes surpresas estão a vir a caminho. Amo-te ontem, hoje e sempre!".
Este domingo, o seu clube emitiu um comunicado sobre a tragédia. "O Club Sport Marítimo La Guaira lamenta profundamente a perda da família de Lucas Trejo. Agradecemos o respeito pelos seus familiares e companheiros. Após 74 horas de buscas, foram encontrados sem vida", pode ler-se nas redes sociais do Marítimo de La Guaira.
Recorde-se que o Marítimo de La Guaira tem ligações históricas com a Madeira. O clube foi fundado por portugueses, na sua maioria madeirenses, que emigraram para a Venezuela.
O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos na Venezuela subiu para 53, segundo um novo balanço divulgado este domingo pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. 89 continuam desaparecidos.