Na época de 2017/2018, Jorge Costa passou pelo Tours, em França, e numa entrevista mais recente recordaria um episódio altamente marcante, que assume ter deixado marcas para a vida e que foi uma situação onde precisou de se munir de toda a sua força e resiliência.
O diretor para o futebol dos dragões, que agora faleceu no centro de treinos do Olival, em Vila Nova de Gaia, depois de se ter sentido mal e sofrido uma paragem cardiorrespiratória, contou que um dos seus jogadores do Tours morreu subitamente enquanto estavam em estágio, numa memória traumática para si e para todos os futebolistas que treinava. Thomas Rodriguez morreu em 2018, quando tinha apenas 18 anos de idade.
"Houve uma fase em que nós vínhamos de quatro jogos com três vitórias e um empate e estávamos numa fase boa e tínhamos um jogo em casa contra o Valenciennes e é quando nos morre um jogador na academia e o jogo foi adiado", começou por contar, detalhando a forma como o grupo lidou com o assunto. "De morte súbita, morre a dormir. Foi complicado, foi no nosso centro de estágio, onde estávamos o dia todo. Estamos a falar de um jovem de 17 anos, foram momentos difíceis com os pais, com a polícia, com tudo. Era uma equipa que tinha muitos jovens da Academia e os miúdos sofreram muito. Foram momentos realmente difíceis, aqueles momentos em que vemos que a vida não vale, o futebol não vale, não vale nada", disse ao 'Expresso', alheio àquilo que acabaria por lhe acontecer e ditar a sua morte, aos 53 anos.
O ex-futebolista sentiu-se mal e entrou em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas várias tentativas de reanimação, a segunda já no Hospital de São João, no Porto. Tinha falado para a Sport TV momentos antes da tragédia.
Jorge Costa, recorde-se, sofreu um problema cardíaco, em maio de 2022, que o levou a ser internado no Hospital de Santa Cruz, em Oeiras. Jorge Costa teve de ser operado.