Mesmo antes da pandemia de covid-19 tomar conta da atualidade mundial, a mediática história de Ângela Ferreira, a mulher que lutava para engravidar do falecido marido, Hugo Ferreira, emocionou o País.
Em outubro de 2020, a Assembleia da República aprovou finalmente os projetos-lei que permitiram a tornar a gravidez possível - graças a uma amostra de esperma deixada pelo marido, juntamente com uma autorização assinada - apenas com votos contra do PSD e do CDS.
E foi em agosto de 2023 que Ângela conseguiu finalmente realizar o sonho da sua vida, com o nascimento do pequeno Hugo Guilherme, o primeiro bebé nascido em Portugal fruto de uma inseminação pós-morte do pai.
Agora, Ângela levou o menino de dois anos e meio ao 'Dois às 10', da TVI, e falou dos desafios inesperados da maternidade, especialmente por estar sozinha na caminhada.
"O que foi mais desafiante até agora foi a privação de sono, porque o Guilherme não gosta de dormir e houve uma fase, até um ano, com as cólicas, que era desesperante", começou por afirmar.
Questionada por Cristina Ferreira sobre se o bebé ajudou no luto do marido, Ângela confessou: "Houve uma fase no início que eu não sabia se ajudava ou se era pior", disse.
"Não vou estar aqui a florear. No parto ele não estava lá, nas noites, porque é sempre, inevitavelmente, quando as coisas estão piores, mas sem dúvida nenhuma, que acho que o Hugo está sempre presente", acrescentou.