Judite Sousa acaba de se estreiar na literatura de ficção com o seu 12.º livro, 'A Arte de Curar a Alma'. O livro compila dez histórias de mulheres e das suas batalhas silenciosas: desde o desamor e a traição até à violência e solidão.
A comunicadora, que anunciou o fim da sua carreira recentemente, ao fim de 40 anos no jornalismo, mostra-se muito entusiasmada com este projeto, que é o culminar de uma nova fase da sua vida.
"Este livro não tem a ver com a minha carreira. É um livro de ficção escrito pela Judite Sousa que entregou a sua carteira profissional. É um livro escrito por uma ex-jornalista. É uma obra de ficção que se situa no plano das letras", começou por dizer a antiga jornalista e pivô, à 'Nova Gente'.
"Estas são histórias ficcionadas, mas que [correspondem] a vivências reais. Quem é que já não sentiu o peso da traição, por exemplo? As leitoras, qualquer que seja a sua condição, irão rever-se nos casos que ficcionei", acrescentou, insinuando que ela própria já terá sido vítima de traição, embora garanta que não se inspirou na sua vida pessoal para conceber as histórias que agora conta.
"Este livro é ficção. Não é uma autobiografia. Isso talvez possa ficar para mais tarde. A minha vontade íntima foi criar histórias de mulheres reais que as leitoras irão identificar como podendo corresponder às suas próprias vidas", esclarece.
Recorde-se que Judite Sousa casou duas vezes. A primeira vez com Pedro Bessa, o pai do seu falecido filho, André Sousa Bessa, e depois com Fernando Seara, advogado e ex-presidente da Câmara de Sintra.