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A família real da Noruega enfrenta um dos momentos mais dramáticos da sua história recente. A Casa Real anunciou esta sexta-feira, dia 5 de junho, que a princesa Mette-Marit foi incluída na lista de espera para um transplante de pulmão, devido ao agravamento severo da fibrose pulmonar crónica que lhe foi diagnosticada em 2018. Com a agenda oficial totalmente cancelada e o palácio em alerta máximo, o foco mediático virou-se também para o estabelecimento prisional de Oslo, onde o filho mais velho da princesa, Marius Borg Høiby, tenta usar a tragédia da mãe como passaporte para a liberdade.
Marius Borg, fruto de uma relação anterior de Mette-Marit com Morten Borg, encontra-se em prisão preventiva desde o passado dia 1 de fevereiro, acumulando uma folha criminal extensa que inclui mais de trinta delitos. Perante o diagnóstico alarmante da princesa, a defesa do jovem de 29 anos decidiu jogar uma cartada para o tirar da prisão antes do previsto.
Ellen Holager Andenæs, advogada de Marius, quebrou o silêncio e confirmou publicamente as pressões que estão a ser exercidas sobre as autoridades nórdicas. "Pedimos à polícia que o liberte e, se não o fizerem, iremos a tribunal. Custa-me a acreditar que não levem isto seriamente em consideração agora", atirou a causídica em declarações à estação pública NRK, invocando razões humanitárias e o desejo do arguido em apoiar a família neste momento de dor.
Esta não é a primeira vez que o primogénito de Mette-Marit tenta contornar a decisão do tribunal. Anteriormente, Marius Borg já tinha solicitado o cumprimento da pena com recurso a pulseira eletrónica na residência oficial de Skaugum, de forma a manter-se perto do seu círculo de amigos e familiares, um pedido que foi recusado pelo Tribunal de Distrito de Oslo e, mais tarde, confirmado pelo Tribunal de Apelo de Borgarting.
Por agora, o Ministério Público, através do procurador Sturla Henriksen, remeteu a decisão final para o Distrito Policial de Oslo, sublinhando que o caso terá de passar pelos trâmites legais habituais, sem favoritismos de 'sangue azul' ou de quaisquer outras cores.
Enquanto o príncipe Haakon e os filhos mais novos, Ingrid Alexandra e Sverre Magnus, se recolhem em torno de Mette-Marit nesta dramática espera por um dador compatível, o destino de Marius Borg continua por um fio. A decisão final do tribunal sobre as medidas de coação está agendada para o próximo dia 15 de junho, data em que se saberá se o "rebelde" de Oslo regressa a casa ou se permanece na prisão a assistir, de longe, ao drama da mãe.