O mundo acompanha com grande preocupação a situação no Médio Oriente, e foi diretamente do seu exílio, em Paris que Farah Diba, conhecida como a Grace Kelly da Pérsia, e a última imperatriz do Irão, deixou uma mensagem ao seu povo, que não esquece. “O que será decisivo é a capacidade do povo iraniano de se unir em torno de uma transição pacífica, ordenada e soberana para um Estado governado pelo Estado de Direito”, disse, em entrevista a AFP.
Farah Diba era uma jovem estudante de arquitetura em Paris quando conheceu o Xá Mohammad Reza Pahlavi, numa recepção na embaixada no Irão. Apaixonaram-se e o casamento aconteceu de forma célere, em 1959, com Farah a converter-se na terceira mulher, tendo reinado ao lado do marido até à Revolução Islâmica de 1979, no luxuoso Palácio de Golestan, em Teerão, que terá sofrido sérios danos durante os bombardeamentos.
Rapidamente, Farah se tornaria numa figura icónica do Irão, não só pela sua elegância - era considerada a Grace Kelly da Pérsia - mas também por ter sido a primeira a posicionar-se como feminista, lutando pelo direito das mulheres como ou voto e ao divórcio.
Quando a monarquia caiu, a imperatriz e o marido tiveram, no entanto, de fugir do país, exilando-se em diferentes países com os filhos. Foi nesse período que a saúde do marido se deteriorou, tendo acabado por falecer. Farah viveria ainda a maior dor da vida ao perder dois dos seus quatro filhos.
Acabaria por regressar a Paris, acompanhando sempre de perto a situação que se vive no Irão.