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O fim de uma era: princesa Mette-Marit perde apoios vitais e enfrenta a fase mais negra do seu percurso na realeza

Mette-Marit enfrenta um isolamento sem precedentes: a rede de apoios da futura rainha consorte da Noruega está a desmoronar-se e o seu prestígio público nunca esteve tão em risco.
Por Hélder Ramalho | 06 de abril de 2026 às 13:33
O fim de uma era: princesa Mette-Marit perde apoios vitais e enfrenta a fase mais negra do seu percurso na realeza
Princesa Mette-Marit
mette-marit
Princesa Mette-Marit e filho acusados de crimes agastam saúde da mãe
Príncipe Haakon, Princesa Mette-Marit
Princesa Mette-Marit
Princesa Mette-Marit
Princesa Mette-Marit
mette-marit
Princesa Mette-Marit e filho acusados de crimes agastam saúde da mãe
Príncipe Haakon, Princesa Mette-Marit
Princesa Mette-Marit
Princesa Mette-Marit

A Família Real da Noruega atravessa um dos períodos mais conturbados da sua história recente. A princesa Mette-Marit, mulher do príncipe herdeiro Haakon, enfrenta um isolamento crescente por parte de diversas organizações de solidariedade, num processo que a revista espanhola 'Semana' descreve como um "declínio imparável".

O centro da polémica reside na ligação passada da princesa norueguesa a Jeffrey Epstein, o falecido predador sexual norte-americano e alegado líder de uma rede de tráfico de menores e tráfico de influências que envolvem alguns dos homens mais poderosos do mundo, com o nome do presidente norte-americano Donald Trump, por exemplo, a ser referido mais de seis mil vezes, entre os mais de três milhões de documentos, segundo foi noticiado pela BBC.

Apesar de Mette-Marit ter tentado recentemente limpar a sua imagem numa entrevista à televisão, alegando ter sido "ingénua" e sentido-se "insegura" na altura da sua ligação a Epstein, as explicações parecem não ter surtido o efeito desejado na opinião pública e nas instituições norueguesas.

De acordo com as informações avançadas pela 'Semana', a lista de entidades que decidiram cortar a ligação à futura rainha consorte não pára de crescer. O revés mais recente chega através da Fokus (Fórum para a Mulher e Assuntos de Desenvolvimento), uma organização com mais de três décadas de existência que luta pelos direitos das mulheres em nove países da América Latina e África. A decisão da Fokus de rescindir a colaboração foi justificada como a "melhor decisão por respeito a todas as pessoas envolvidas", num gesto que fragiliza ainda mais a imagem pública da princesa.

A Fokus é apenas a última peça de um dominó que começou a tombar há algum tempo. Outras organizações de renome já tinham dado um passo atrás, retirando o patrocínio de Mette-Marit, como é o caso da Sex and Society e da Associação Noruega de Bibliotecas, que colocaram fim ao apoio institucional. A este grupo junta-se ainda o Conselho de Saúde Mental, que optou também por rescindir a colaboração de longa data.

Este cenário de descrédito e isolamento institucional surge num momento particularmente delicado para a saúde da princesa, que sofre de fibrose pulmonar crónica, uma doença que a tem afastado da agenda oficial. A conjugação da saúde debilitada com a pressão mediática em torno do seu passado com Epstein criou uma "tempestade perfeita". Embora algumas organizações tenham inicialmente aceite o seu testemunho televisivo, a tendência atual é de afastamento, deixando Mette-Marit cada vez mais isolada na sociedade norueguesa.

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