O Met Gala, considerado um dos eventos mais exclusivos do mundo da moda, está mergulhado numa polémica que coloca Anna Wintour no centro de uma tempestade mediática. De acordo com o site 'Radar Online', a carismática diretora da 'Vogue' foi apanhada de surpresa pela hostilidade da opinião pública, vendo-se obrigada a convocar reuniões de emergência com os seus conselheiros mais próximos para gerir aquela que já é descrita como uma missão de estratégia com "nível de crise".
Fontes citadas pelo site norte-americano afirmam que Wintour está chocada com a foma e rapidez de como o discurso mudou radicalmente, lamentando que o evento esteja a ser visto como um símbolo de excesso e ostentação em vez de uma instituição cultural de prestígio.
Grande parte da indignação foca-se na presença de Jeff Bezos e da sua mulher, Lauren Sanchez. O envolvimento do multimilionário fundador da Amazon e da antiga jornalista desencadeou uma onda de críticas, tanto nas redes sociais como nas ruas de Nova Iorque, catapultando protestos organizados. Ativistas ligados a grupos que combatem a influência de multimilionários têm espalhado panfletos nas proximidades do Metropolitan Museum of Art, com apelos ao boicote do evento e acusando a organização da Met Gala de celebrar a riqueza extrema sem consciência social.
Perante esta pressão, o ambiente nos bastidores é de pânico, com uma necessidade urgente de redefinir as mensagens oficiais do evento para suavizar a imagem de elitismo e snobismo. Enquanto os organizadores dos protestos prometem perturbar a noite mais importante do mundo da moda, Anna Wintour luta para conter os danos na reputação do evento.
Segundo os testemunhos ao 'Radar Online', a prioridade passa agora por encontrar novos pontos de comunicação que tentem desviar o foco da política e do poder económico que rodeiam a lista de convidados, tentando devolver ao Met Gala o seu estatuto puramente artístico.