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Drama

Tyméo e o pai desapareceram há dois meses: corpos encontrados, mas mistério permanece

Suicídio, crime ou acidente? É esta a pergunta que continua sem resposta num caso que está a chocar a Bélgica e a França.
Tyméo e o pai desapareceram há dois meses: corpos encontrados, mas mistério permanece
Tyméo, Bryan Brigou
Tyméo
Tyméo, Bryan Brigou
Tyméo, Bryan Brigou
Tyméo
Tyméo, Bryan Brigou

Durante quase dois meses, a família de Tyméo, de cinco anos, e de Bryan Brigou, de 29, viveu sem saber o que lhes tinha acontecido. Agora, a investigação tem novas respostas, mas continua sem conseguir explicar como morreram este pai e este filho ainda tão pequeno.

Em apenas 24 horas, as autoridades belgas encontraram dois corpos em Onhaye, na região de Namur. O primeiro era de uma criança. No dia seguinte, foi localizado o cadáver de um homem, do outro lado da estrada nacional N97. Para o Ministério Público de Namur, a possibilidade de serem Bryan e Tyméo está próxima da “certeza”. A confirmação oficial depende, contudo, dos testes de ADN, uma vez que os corpos estavam num avançado estado de decomposição.

E há uma questão que permanece sem resposta: como morreram? As autópsias realizadas aos dois corpos não permitiram determinar as causas das mortes. Estão agora a ser feitos exames médico-legais complementares, incluindo análises às roupas que as vítimas usavam.

O primeiro cadáver foi encontrado numa zona de vegetação muito densa, a poucas centenas de metros do parque de estacionamento onde o carro de Bryan tinha sido abandonado, no dia seguinte ao desaparecimento. A área tinha sido sobrevoada por helicóptero durante as primeiras buscas, mas a vegetação tornava impossível localizar o corpo a partir do ar. Uma nova informação fornecida por uma testemunha levou os investigadores até ao local. Um agricultor terá encontrado um sapato de criança nas proximidades. No dia seguinte surgiu o segundo corpo, do outro lado da N97.

Bryan e Tyméo desapareceram a 27 de junho. Nesse dia, pai e filho fizeram várias paragens, algumas registadas por câmaras de videovigilância, antes de seguirem para Onhaye. Por volta das 15 horas, o telemóvel de Bryan deixou de emitir sinal. No dia seguinte, o carro apareceu abandonado no parque de estacionamento do campo de futebol.

No interior estavam a cadeira de segurança de Tyméo, o saco do menino e o presente que o pai lhe tinha comprado. Desde então, várias hipóteses têm sido analisadas. Um acidente é uma das possibilidades, incluindo uma eventual colisão na N97. O suicídio também continua em cima da mesa.

Os investigadores não afastam ainda a intervenção de terceiros. A família considera este cenário particularmente provável, tendo em conta o passado judicial de Bryan Brigou e alegadas dívidas relacionadas com droga que têm sido referidas pela imprensa belga. As autoridades não confirmaram, contudo, qualquer ligação entre esses problemas e as mortes.

A mãe de Tyméo, Tina, mantém que não suspeita que o ex-companheiro tenha feito mal ao filho. Enquanto a investigação prossegue, as famílias preparam-se para a despedida. O funeral de Tyméo realiza-se esta segunda-feira, 31 de agosto, em Yvoir. O pai será sepultado no dia seguinte, em Dinant. Quase dois meses depois de terem desaparecido juntos, a identidade das vítimas está praticamente esclarecida. Falta agora descobrir o que aconteceu nas últimas horas das suas vidas.

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