O empresário e médico Paulo Mirpuri morreu, deixando um legado marcado pela fundação da extinta Air Luxor e pela liderança da Hi Fly. A notícia foi confirmada através de uma nota publicada na página de Facebook da Fundação Mirpuri, citada pela revista 'Sábado', onde se refere o falecimento como uma "notícia profundamente triste" sobre alguém que "inspirou tantas pessoas". Segundo o comunicado da fundação, o percurso de Mirpuri foi pautado pela "coragem, determinação e um desejo constante de fazer mais e melhor", qualidades que deixaram marca naqueles que com ele conviveram.
O sexto de sete irmão, filhos de um empresário nascido no Paquistão e de uma portuguesa de Luanda, licenciado em Medicina pela Universidade Nova de Lisboa, Paulo Mirpuri acabou por centrar a sua carreira na aviação comercial, onde se tornou uma figura de relevo ao liderar o grupo familiar Mirpuri. Em 1988, fundou a Air Luxor e, mais tarde, em 2006, após a insolvência dessa companhia, lançou a Hi Fly. Esta última especializou-se no segmento de "wet lease", operando através do aluguer de aeronaves com tripulação, manutenção e seguros incluídos para outras companhias aéreas.
Para além da sua atividade como gestor e piloto, a nota da fundação destaca o impacto de Mirpuri em diversas áreas do conhecimento e da exploração. O empresário é recordado por ter ajudado a moldar a indústria da aviação, mas também pelo seu contributo para a investigação médica e pelo apoio a expedições que permitiram a descoberta de novas espécies e uma compreensão mais vasta do planeta. A sua atuação estendeu-se assim para além do setor empresarial, consolidando um perfil que uniu a gestão aeronáutica ao investimento na ciência e na preservação ambiental.