A bomba rebentou a menos de 24 horas do Portugal-Dinamarca e as ondas de choque continuam a fazer-se sentir, tanto no País como no mundo. Cristiano Ronaldo abandonou inesperadamente a concentração da Seleção Nacional, em Copenhaga, naquele que é o episódio mais delicado dos últimos anos a atingir a equipa das Quinas. O tempo é de alta tenção.
A decisão do capitão surgiu depois da conferência de imprensa de Jorge Jesus e de uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença. Pouco depois, CR7 deixou o hotel da equipa e seguiu para o aeroporto, para onde mandou vir o seu avião privado, a partir de Madrid, para o levar de volta a casa, em La Finca.
Sem revelar os verdadeiros contornos da crise, Ronaldo emitiu uma curta declaração que acabou por adensar ainda mais o mistério: "Após a conferência de imprensa do Selecionador Nacional, e no seguimento de uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar o estágio da Seleção Nacional".
A frase foi suficiente para alimentar as suspeitas de que algo grave terá acontecido nos bastidores da equipa nacional. "A seu tempo, direi a verdade a todos os Portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei", disse ainda Cristiano Ronaldo.
Ao falar em "verdade", o craque português deixou subentendido que há mais para lá do que tem vindo a público através da comunicação social e dos comentadores desportivos.
Jorge Jesus tenta apaziguar os ânimos
Entretanto, o selecionador nacional, Jorge Jesus, procurou desvalorizar as notícias de crise instalada com a maior figura da história do futebol português. No entanto, as palavras do treinador acabaram desvirtuadas pelos acontecimentos. Entre os comentadores, há uma voz que se destaca.
Entre os muitos comentários surgidos nas últimas horas, os de Piers Morgan estão a suscitar maiores dúvidas sobre este caso. É público que o polémico jornalista britânico mantém uma relação próxima com Cristiano Ronaldo. Há cerca de um ano, foi a Morgan que o jogador português concedeu aquela que foi promovida como a “mais pessoal e reveladora” entrevista de Ronaldo.
Quando o 'The Times' avançou que "Cristiano Ronaldo abandonou o estágio da Seleção Nacional depois de, alegadamente, lhe ter sido transmitido, durante reuniões de emergência para resolver um diferendo com Jorge Jesus, que os interesses da equipa deveriam prevalecer sobre os seus interesses pessoais, Morgan reagiu de imediato, dando a entender que tem informação privilegiada sobre esta polémica. "Não foi por essa razão que ele saiu. Isso ficará claro quando decidir falar sobre o assunto", avançou o jornalista britânico no X, antigo Twitter.
Morgan reagiu ainda à notícia da BBC News que dava conta que "Jorge Jesus assegura que não há qualquer desentendimento com Cristiano Ronaldo." "Verificação dos factos: isso é simplesmente mentira", afirmou ainda no X, a desmentir o treinador português.
O mistério adensa-se. O que sabe, afinal, Piers Morgan que ainda não é do conhecimento público? Apenas as próximas horas ou dias poderão ajudar a esclarecer este que já é considerado o caso mais devastador que aconteceu nos bastidores da Seleção Nacional nos últimos anos.