O programa 'Casados à Primeira Vista' da SIC estreou este domingo e uma das noivas acabou por chamar as atenções pelo apelido que carrega: Marta Soares. Sim, Teresa, de 55 anos, é filha de Jaime Marta Soares, uma figura que o país conhece há anos pela sua carreira política, mas não só.
Jaime Marta Soares construiu uma carreira longa na vida pública. Em Vila Nova de Poiares, onde nasceu, tornou-se uma figura incontornável. Chegou à presidência da Câmara Municipal pouco depois do 25 de Abril e permaneceu no cargo durante 37 anos de eleições, além do período em que integrou a comissão administrativa do município.
A política, porém, nunca foi a sua única paixão. Os bombeiros ocupam um lugar especial no seu percurso. Começou a participar nas atividades da corporação ainda adolescente e acabou por chegar à presidência da Liga Nacional de Bombeiros. Durante anos, esteve também envolvido no combate aos incêndios, tendo assumido funções de comando em algumas das zonas mais difíceis do País.
Pelo caminho, passou ainda pela Assembleia da República, pela Associação Nacional de Municípios Portugueses e pelo Sporting, onde exerceu funções de presidente da Mesa da Assembleia Geral.Uma vida cheia. Talvez demasiado cheia.
O próprio admitiu, numa entrevista, que essa dedicação quase permanente à vida pública teve um preço elevado dentro de casa. Entre reuniões, viagens e operações no terreno, foram muitas as vezes em que chegava quando os filhos já dormiam ou saía antes de eles acordarem.
“Não fui um bom marido, não fui um bom pai e não fui um bom avô”, reconheceu, numa das mais duras avaliações que fez da própria vida. Explicou que deu tudo à vida profissional, mas que acabou por falhar precisamente naquilo que não podia recuperar: a presença junto da família.
Teresa cresceu, assim, com um pai conhecido por praticamente toda a gente na terra onde vivia. E esse apelido nem sempre foi fácil de carregar. A própria concorrente contou diante das câmaras do programa apresentado por Diana Chaves que ser filha de Jaime Marta Soares condicionou a sua infância e adolescência e que, durante anos, sentiu que não podia simplesmente ser Teresa.
Foi também por isso que decidiu sair de Vila Nova de Poiares e viver em Angola. Longe do peso do nome e dos olhares de quem a conhecia, encontrou, segundo contou, uma liberdade que até então não tinha experimentado. Agora, aos 55 anos, Teresa decide viver uma das experiências mais radicais: confiar em três especialistas para escolher o homem com quem vai casar.