Depois da saída inesperada de Cristina Ferreira – ao trocar a SIC pela TVI – Diana Chaves e João Baião foram chamados de urgência para assumir o difícil horário das manhãs. A dupla aceitou o desafio proposto por Daniel Oliveira, diretor de programas da estação, mas Diana Chaves tinha a noção de que estava a entrar num "mundo" que ainda não era o seu. Apesar da experiência em televisão, o formato exigia-lhe uma exposição e uma capacidade de improviso diferentes de tudo o que tinha feito até então.
“Está a correr bem, mas não começou assim”, reconheceu agora a apresentadora em declarações ao site 'SIC Caras', no âmbito da sua nomeação dos Globos de Ouro como Personalidade do Ano, na categoria de Entretenimento. Nesta entrevista, Diana Chaves mostra que não esquece o início do 'Casa Feliz', assumindo que “foi muito difícil”, sobretudo por se tratar de um formato ao qual não estava habituada.
E havia ainda outro fator: a comparação com alguns dos grandes nomes da televisão portuguesa. Diana Chaves lembrou apresentadores como Manuel Luís Goucha, Júlia Pinheiro, Fátima Lopes, Cristina Ferreira, João Baião, Sónia Araújo ou Tânia Ribas de Oliveira, profissionais com anos de experiência em formatos de 'daytime'.
“Parece que é fácil”, afirmou, antes de explicar que um programa desta natureza está longe de ser simples. São “muitas horas em direto, com muitos temas completamente diferentes”, num registo em que tudo pode acontecer a qualquer momento. Foi precisamente nessa fase inicial que também surgiram críticas particularmente duras. Diana Chaves recorda uma das frases que ouviu sobre o seu desempenho: “Não tem jeito nenhum, o que é que está ali a fazer?”
As palavras não passaram ao lado da apresentadora, que estava ainda a tentar perceber como dominar aquele novo território. Mas, em vez de desistir perante a pressão, foi encontrando o seu próprio ritmo. “Para quem está a tentar corresponder a um desafio que foi proposto assim de um dia para o outro, acho que foi preciso coragem”, afirmou, reconhecendo que o caminho foi feito aos poucos.
A própria perceção do público, garante, também acabou por mudar. “Fui melhorando aos poucos”, explicou Diana, acrescentando que sentiu uma evolução na forma como era vista por quem acompanhava o programa. Há, no entanto, uma parte desse processo que continua a considerar ingrata: a exposição permanente. “Às vezes é muito ingrato”, admitiu, defendendo que quem está em casa nem sempre consegue acompanhar a evolução de alguém que está a aprender enquanto trabalha em direto.
Ao longo desse percurso, Diana Chaves contou ainda com um apoio fundamental. João Baião tornou-se uma espécie de ponto de segurança para a apresentadora, sobretudo nos momentos em que sentia maior pressão. “É como se fosse um salva-vidas. Eu senti-me completamente segura... ele está lá”, afirmou.