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Homenagem

O "insonso" Rui Patrício: "Não aparece em grandes carrões e não é fotografado em grandes casas de milhões..."

O conhecido guarda-redes terminou oficialmente a carreira de jogador. Não voltará aos relvados como atleta.
Por FLASH! | 03 de janeiro de 2026 às 19:47
Depois de correr o mundo pelo futebol, o regresso a casa. Rui Patrício termina carreira
Rui Patrício recebe homenagem na Cidade do Futebol, após anunciar fim de carreira.
Rui Patrício
Rui Patrício
Rui Patrício, filho Pedro
Rui Patrício
Rui Patrício
Rui Patrício recebe homenagem na Cidade do Futebol, após anunciar fim de carreira.
Rui Patrício
Rui Patrício
Rui Patrício, filho Pedro
Rui Patrício
Rui Patrício

Aos 37 anos, Rui Patrício resolveu pendurar de vez as luvas, retirando-se como o guarda-redes com mais internacionalizações pela seleção nacional, com 108. Do currículo do ex-atleta, natural de Leiria, faz parte a conquista do Euro2016, como também da Liga das Nações de 2019.

Luís Osório dedicou um dos seus 'Postal do Dia' ao antigo guarda-redes sob o título "O insonso Rui Patrício" a propósito da sua despedida dos relvados: "Rui Patrício despediu-se do futebol. A Federação Portuguesa fez-lhe uma bonita homenagem, mas a generalidade da Comunicação Social ofereceu ao acontecimento uma envergonhada importância, um rodapé do dia. Rui é o guarda-redes mais internacional da história do futebol em Portugal – vestiu a camisola da seleção 108 vezes. Foi o herói da conquista do Campeonato da Europa. É certo que sem aquele pontapé divino de Éder não teríamos conseguido, mas também é certo que sem as suas defesas impossíveis nem sequer teríamos chegado à final e muito menos a teríamos ganho."

Continua o escritor: "Foi também o guarda-redes com mais jogos na história do Sporting, mas caiu em desgraça por ter virado as costas após o ataque de vândalos a Alcochete. Talvez a Rui Patrício tenha faltado jogar num grande clube internacional, mas a sua carreira é extraordinária. Só que ele, sendo um dos maiores, despediu-se do futebol como se tivesse tido uma carreira boa, mas banal, uma carreira parecida a de outros."

 "Porquê?" questiona Osório para, de seguida,  dar a sua própria perspectiva: "Uma pergunta fácil de responder. Rui Patrício é demasiado discreto. Para um mundo viciado em sal, é insonso. Para um país viciado em açúcar, é uma sobremesa macrobiótica. Nunca se põe em bicos de pés, deixa sempre serem os outros a brilhar. Raramente dá entrevistas, mas nunca procurou nas poucas que deu seguir uma estratégia pessoal", considera o também jornalista.

E termina: "Não aparece em grandes carrões, se calhar aparece, mas não damos por isso. Não é fotografado em grandes casas de milhões, sei que vivia num apartamento de classe média em Telheiras. É casado com Vera Ribeiro, conhecida psicóloga, mas nem por um segundo aproveitou a relação com a mãe dos seus ainda pequenos filhos, Pedro e Eva, para tirar benefícios mediáticos. Faz pensar, não faz? O que teria sido se fosse menos humilde? Um dia a história colocará tudo na sua exata proporção, valha-nos isso. Mas que irrita, irrita."

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