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Luto

O lado negro da vida de Fernando Chalana: "Foi enganado, abusado e maltratado"

Considerado 'Pequeno Genial', o antigo jogador do Benfica encheu os estádios de magia, deixa saudade, mas a sua vida não foi feita apenas de momentos de glória, como recorda Pedro Ribeiro.
10 de agosto de 2022 às 18:48
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana
Fernando Chalana

Fernando Chalana é incontornavelmente uma das mais emblemáticas figuras da história do Benfica e um ídolo para os benfiquistas que assistiram de perto à magia do ‘Pequeno Genial’ dentro das quatro linhas, daí que as notícias da manhã desta quarta-feira que deram conta do seu falecimento aos 63 anos tenham constituído um momento particularmente sombrio para todos eles.

O radialista Pedro Ribeiro é um deles e, como tal, decidiu prestar uma homenagem em texto ao internacional português: "Hoje morreu a infância. Fernando Chalana foi o herói de toda uma geração de benfiquistas e amantes do futebol em estado puro. As fintas. A forma como, com um movimento do corpo, sentava os defesas. Aquele Euro 84, claro. Mas e o golaço de fora da área que uma vez abriu a contagem num Benfica-Varzim? As coisas que guardamos!"

"O melhor que vi com a camisola do meu clube. E humano. Era o maior, mas de estatura baixa e de uma humanidade que parece irreal, quando olhamos para os inatingíveis génios do futebol de hoje, com as suas entourages, assessores e redes. Chalana foi tão maior que o seu metro e 65", acrescentou o diretor da Rádio Comercial.

"Foi fantasia, malandrice, infância a jogar à bola, foi génio e como todos os heróis que são humanos, foi enganado, abusado e maltratado, deslumbrou-se e desiludiu-se. Mas foi gigante, grande e imenso como a infância. Que hoje morreu mais um bocadinho. Chalana, obrigado não chega para o tanto que deste aquele miúdo que ia à catedral com esperança em ver-te e a fé absoluta que uma finta tua ia acabar por resolver e deixar tudo bem", continuou.

Por fim, fez referência à doença que condicionou os últimos anos de vida do futebolista que envergou a camisola dos encarnados por mais de 400 vezes: "Tendo em conta a prisão interior em que viveste nos últimos anos, é com um sorriso que penso, no meio da imensa tristeza, que tu, querido Chalana, ainda tiveste engenho e arte para, com um movimento de ginga, sentares a doença e avançares para o campo agora aberto para ti, rumo ao golo. Lenda Absoluta. Ouves o barulho ao fundo? É a multidão, rendida, a fazer-te vénias. E está lá o puto Pedro. De lágrimas nos olhos. Bom descanso, melhor número 10 de sempre".

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