O bancário português Pedro Ferraz Reis, administrador do Banco Comercial de Investimento (BCI), foi encontrado sem vida, na noite de domingo 18, nas casas de banho do Hotel Polana, um hotel histórico de 5 estrelas localizado em Maputo, Moçambique.
Uma morte que está a chocar quem privava com o bancário, tido como um homem tranquilo e equilibrado: "O Pedro [Ferraz Reis] era uma pessoa muito tranquila, equilibrada, que estava muito bem na vida. Era alguém com uma conduta pessoal e profissional completamente limpa", diz uma fonte contactada pelo Correio da Manhã.
As causas da morte do português estão envoltas em mistério e há já duas versões sobre o que se poderá ter passado no Hotel Polana. Numa primeira declaração pública, Marta Reis, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, admitiu a tese de “homicídio”, contudo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) tem uma outra opinião.
Diz o SERNIC “não ter dúvidas” que Pedro Ferraz Reis “terá tirado a própria vida”, depois de ingerir "veneno para ratos” e “desferir [com uma de faca de cozinha] vários golpes nos pulsos, nas costas, no pescoço e no peito, na zona do coração”. Hilário Lole, porta-voz deste organismo de investigação, considera que Pedro Ferraz Reis, de 52 anos, saiu do trabalho no início da tarde de segunda-feira, deslocou-se a casa para pegar numa faca de cozinha, ainda parou em duas lojas para comprar mais duas facas e veneno para ratos e, por fim, se dirigiu ao hotel onde acabaria por perder a vida.
Amigos próximos do bancário recusam-se a aceitar esta versão dos factos.