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Polémica

Programa de Cristina Ferreira debaixo de fogo: comentários sobre alegada violação em grupo de jovem de 16 anos levam a queixa na ERC

A polémica em torno do caso da alegada violação em grupo de uma jovem em Loures subiu de tom: a ativista Francisca de Magalhães Barros denunciou a TVI à ERC, acusando o programa de Cristina Ferreira de "banalizar" a violência sexual e desrespeitar a dignidade da vítima.
Por Hélder Ramalho | 14 de abril de 2026 às 19:01
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O que deveria ser apenas mais uma rubrica de 'Crónica Criminal' no programa 'Dois às 10' transformou-se num caso de justiça e ética que já chegou à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Em causa está a análise feita ao caso, que começou a ser julgado esta semana, dos quatro 'influencers' acusados de violarem uma jovem de 16 anos e colocarem o vídeo da alegada agressão nas redes sociais.

Tal como a FLASH! noticiou anteriormente, as observações de Cristina Ferreira e da psicóloga Inês Balinha Carlos durante o programa causaram indignação. Agora é a ativista Francisca de Magalhães Barros a manifestar publicamente a sua revolta, ao mesmo tempo que tornou pública a queixa formal que submeteu ao regulador. Segundo o documento, durante o segmento do programa da TVI, verificou-se uma "conduta de banalização de um crime de violação", sublinhando a utilização de termos pejorativos e de demonstrar uma incapacidade de distinguir entre um ato de violência e uma relação sexual consentida.

Para a ativista, aquilo que foi dito no programa violou princípios fundamentais, nomeadamente a Dignidade da Pessoa Humana e a própria Lei da Televisão, que proíbe conteúdos que atentem contra a integridade e dignidade das vítimas.

Recorde-se que a indignação disparou quando Cristina Ferreira questionou, em direto, se no meio da "adrenalina" de quatro jovens a terem sexo com uma rapariga, alguém conseguiria realmente entender um "não quero mais". Estas palavras acabarm interpretadas como sendo um branqueamento do alegado crime e um desrespeito absoluto pelo trauma da vítima.

"A banalização de crimes de violência sexual nos meios de comunicação social contribui para uma cultura de impunidade", lê-se no pedido de intervenção enviado à ERC.

A queixa de Francisca de Magalhães Barros exige agora que o regulador analise minuciosamente a emissão, avalie se a TVI cumpriu os seus deveres de responsabilidade social e aplique as sanções adequadas. A ativista reforça que este tipo de discurso é perigoso e promove a revitimização de quem já sofreu agressões brutais.

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