Michelle Hundley Smith desapareceu no dia 9 de dezembro de 2001. Saiu de casa dizendo que ia fazer compras de Natal. Nunca mais voltou. Filhos e marido, como outros familiares e amigos, tal como as autoridades - nas quais se incluiu até o FBI - encetaram uma busca desesperada por esta dona de casa norte-americana. Nem um sinal. Nem uma única pista foi encontrada que explicasse o seu desaparecimento.
Em cima da mesa estiveram todas as hipóteses, como assassinato ou suicídio. Contudo, faltaram sempre as provas que confirmassem as teorias. Foram 24 anos de buscas que terminaram na passada sexta-feira, 20 de fevereiro, quando o xerife do condado de Rockingham, na Carolina do Norte, anunciou aos dois filhos desta mulher que a mãe havia sido encontrada “sã e salva”.
Avança o 'New York Post' que esta mulher terá desaparecido por vontade própria. Nunca saiu da Carolina do Norte e refez a sua vida sem se importar com as duas crianças que deixou para trás. Esta reviravolta acabou por perturbar profundamente os filhos de Michelle Hundley Smith. Numa publicação no Facebook, a filha assumiu que está a passar por "uma avalanche de emoções" desde a passada sexta-feira.
Além disso, pediu a todos que se abstivessem de comentar o assunto e não deixou de realçar o quanto o desaparecimento da mãe tanto sofrimento causou à sua família, especialmente devido ao peso da suspeita que pendeu sobre o seu pai por tanto tempo.
“Quanto às minhas opiniões e sentimentos sobre minha mãe… Estou extasiada, estou com raiva, estou com o coração partido, estou completamente perdida”, escreve a filha de Michelle Hundley Smith. “Será que algum dia voltarei a ter um relacionamento com minha mãe? Honestamente, não sei responder a essa pergunta porque nem eu mesma sei. Minha reação inicial seria sim, com certeza, mas aí penso em toda a dor. E, por outro lado, penso que, afinal, minha mãe é apenas humana, assim como todos nós.”
“Depois de tudo o que passei na minha vida, consigo entender perfeitamente o desejo de ir embora e fugir”, continua ela. “Não estou a dizer que ela não terá de responder por seus atos ou assumir a responsabilidade, porque terá mesmo que o fazer. O que estou a dizer é que faz parte de ser humano. Todos falhamos, todos temos um lado sombrio e todos merecemos a possibilidade de melhorar e de curar o passado."