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Surpresa

Sem medos e a lutar por uma causa, Ana Moura leva a filha de apenas 4 anos à acampada no Rossio

Emília esteve ao lado da mãe na luta pelo direito à habitação. Mas, depois de uma madrugada de detenções, feridos e retirada de tendas em Lisboa e no Porto, a fadista não ficou em silêncio e deixou uma mensagem contundente sobre a forma como o país trata quem procura uma casa.
Ana Cristina Esteveira
Sem medos e a lutar por uma causa, Ana Moura leva a filha de apenas 4 anos à acampada no Rossio
Manifestação Lisboa, Ana Moura
Manifestação Lisboa, Ana Moura
Manifestação Lisboa, Ana Moura
Manifestação Lisboa, Ana Moura
Manifestação Lisboa, Ana Moura
Manifestação Lisboa, Ana Moura
Manifestação Lisboa, Ana Moura
Manifestação Lisboa, Ana Moura
Manifestação Lisboa, Ana Moura
Manifestação Lisboa, Ana Moura

Ana Moura esteve na acampada pela habitação acompanhada pela filha, Emília, de apenas 4 anos. A fadista partilhou o que viveu durante o protesto e descreveu um ambiente em que a menina brincava, enquanto as pessoas que passavam pelo local a acarinhavam.

"Ontem estive na acampada, com a minha filha, que ia brincando e sendo acarinhada pelas pessoas que passavam por nós, ouvimos música, dançámos e emocionámo-nos com discursos de pessoas que têm os seus trabalhos e casas para onde regressar mas que não deixam de lutar para que todas as outras possam usufruir desse mesmo direito", escreveu na partilha feitas nas redes sociais.

A artista não escondeu a indignação perante a resposta dada a quem se juntou para chamar a atenção para as dificuldades no acesso à habitação. "Estamos aqui a falar de humanidade, empatia e a única resposta que têm é a violência", afirmou, antes de lançar duas perguntas: "Que país é este em que nos tornamos sem darmos conta? A preocuparmo-nos mais com tendas do que com pessoas?"

A mensagem surge depois de uma madrugada marcada por detenções e feridos durante os protestos em Lisboa e no Porto. Segundo a PSP, foram detidas 31 pessoas e pelo menos 11 ficaram feridas, entre as quais oito civis e três agentes policiais. Em Lisboa, foram efetuadas 25 detenções e, no Porto, seis. As Polícias Municipais removeram ainda 171 estruturas de acampamento: 117 na capital e 54 na cidade invicta.

Em comunicado, a PSP justificou a intervenção com o incumprimento das orientações transmitidas e com o esgotamento dos esforços para alcançar uma solução voluntária. A operação, explicou, teve como objetivo "repor a legalidade e assegurar a utilização regular dos espaços públicos".

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