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Drama

Tristeza profunda! 'Padeiro herói' lamenta não ter conseguido despedir-se dos meninos franceses: "Tinha sido bonito dizer adeus"

"Não tenho contactos com a GNR, nem forma de saber dos meninos", explicou o homem que encontrou os dois irmãos franceses à beira de uma estrada, em Alcácer do Sal.
Por João Bénard Garcia | 03 de junho de 2026 às 16:21
'Padeiro herói' lamenta não o terem deixado despedir-se dos irmãos franceses
Alexandre Quintas, o herói que salvou as duas crianças francesas abandonadas pela mãe e pelo padrasto
Alexandre Quintas
Alexandre Quintas
António Quintas
Alexandre Quintas, o herói que salvou as duas crianças francesas abandonadas pela mãe e pelo padrasto
Alexandre Quintas
Alexandre Quintas
António Quintas

Alexandre Quintas, o padeiro-herói que salvou Barthélémy e Zacharie, os meninos franceses de 3 e 5 anos de idade que foram largados pela mãe, Marine Rousseau, de 41, e pelo namorado desta, Marc Ballabriga, de 55, na beira de uma estrada na Comporta, revelou à TV Guia que, desde que no dia 19 de maio, perto da meia-noite, se despediu deles com um abraço e os entregou à GNR e aos bombeiros de Alcácer do Sal, lhes perdeu o rasto.

Nunca mais soube nada deles. O que sei é só pelas notícias”, lamenta, acrescentando: “Só soube pelas notícias que foram sexta-feira para França.”

Depois de ter afirmado que não se importava de ficar com os dois meninos e até de os adotar, mesmo sendo pai de 10 filhos, Alexandre deixa só um lamento às autoridades portuguesas: “Gostava de me ter despedido deles. Tinha sido bonito despedir-me deles, era o mínimo. Uma despedida era o mínimo que pedia”. Porém, existem vários obstáculos e um deles está do lado do padeiro-herói. “Não tenho contactos com a GNR, nem forma de saber dos meninos ou de como me despedir deles.”

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'A caminhar na berma': o relato emocionante do homem que salvou os meninos abandonados

O homem que encontrou e acolheu na sua panificadora os dois meninos em pânico garante que estava aberto a uma despedida sem alarido, muito discreta. “Não estava disposto a ir ter com eles ao aeroporto de Lisboa. Preferia que fosse num sítio privado”, revela, confessando, em exclusivo e com emoção, o que lhes diria na hora do adeus: “Queria ter-lhes dito que gosto muito deles e dar-lhes uma palavra de que devem acreditar que vão ser felizes.”

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Padeiro que encontrou crianças francesas recorda: 'Percebi logo que tinham sido abandonadas'

Recorde-se que, na mesma semana em que as crianças abandonaram o nosso País, Alexandre Quintas sofreu mais um infortúnio: um incêndio na sua casa de família.

À TV Guia, Alexandre conta tudo o que se passou: “Eram cerca de 21h00 e a Carla (Quintas, a mulher) sentiu um cheiro a queimado e viu fumo a sair da nossa garagem”, referindo-se o padeiro-herói a um curto-circuito de uma arca frigorífica que ficou destruída.

“Além da comida que se perdeu, o fogo chegou a uma tróleis e a algum material escolar de outros anos dos nossos filhos”, descreve, garantindo que nem a casa nem nenhum dos ocupantes sofreu danos.

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