Tudo começou num hotel de Natal, no estado brasileiro do Rio Grande do Norte. Durante a madrugada de segunda-feira, 12 de outubro, a família apercebeu-se de que a adolescente já não estava no quarto onde se encontrava alojada. Seguiram-se as tentativas para perceber o que tinha acontecido e os pedidos de ajuda lançados pelo pai, Thales Farias, nas redes sociais.
O autarca de Coronel Ezequiel tornou público o desaparecimento da filha e afirmou suspeitar de que esta tivesse sido atraída para fora do Brasil através de um perfil falso no Instagram. Nas suas declarações, classificou o caso como um rapto e pediu ajuda para localizar a jovem. A Polícia Federal brasileira prestou apoio às autoridades responsáveis pela investigação. Mas a adolescente não estava no Brasil. As diligências acabaram por conduzir a Lisboa, onde foi localizada pelas autoridades portuguesas. Segundo a informação divulgada pela SIC Notícias, a jovem tinha viajado sozinha num voo da TAP com partida de Natal e destino à capital portuguesa.
Um dos pormenores que veio alterar a leitura inicial do caso foi esclarecido pela Polícia Federal brasileira. Segundo a corporação, a adolescente tinha autorização dos pais para viajar desacompanhada para o estrangeiro, devidamente registada no passaporte. A existência dessa autorização não esclarece, por si só, todas as circunstâncias da deslocação nem o que terá levado a jovem a sair do hotel sem que a família soubesse do seu paradeiro. Ajuda, contudo, a distinguir a autorização para viajar da suspeita de rapto manifestada inicialmente pelo pai.
De acordo com a informação avançada pela SIC Notícias, a jovem terá conhecido um português de 21 anos, identificado como Mário, através do TikTok. A comunicação terá passado depois para o Instagram, numa relação que, segundo as informações divulgadas, esteve na origem da viagem até Lisboa. O contacto entre os dois já preocupava a família antes do desaparecimento. Segundo relatos divulgados sobre o caso, os pais terão descoberto em agosto que a filha falava com um rapaz chamado Mário através da internet e, nessa altura, retiraram-lhe o telemóvel.
Depois de ser localizada, a adolescente foi acompanhada pelas autoridades portuguesas. Segundo a SIC Notícias, foi entregue ao tio durante a madrugada de terça-feira, 13 de outubro. O caso foi comunicado ao Ministério Público, enquanto o jovem português foi identificado pela polícia. A vontade da adolescente em permanecer em Portugal tornou-se outro dos elementos a marcar o caso. Num áudio divulgado por meios de comunicação social, atribuído à jovem, esta afirma não ter intenção de regressar ao Brasil nos próximos meses.
"Estou melhor aqui do que aí. Só volto aí, talvez, no próximo ano", terá dito. Contactado pela SIC Notícias, o jovem de 21 anos terá afirmado que "tudo não passa de um mal-entendido", recusando prestar mais esclarecimentos.