Os escritores José Eduardo Agualusa e Mia Couto estão entre os finalistas do prémio literário internacional de Dublin deste ano. Ao todo, são 10 os finalistas e o vencedor será anunciado a 21 de junho.
Agualusa, o jornalista, escritor e editor angolano de ascendência portuguesa e brasileira, está entre os finalistas com o livro 'Teoria Geral do Esquecimento'. Já Mia Couto, considerado o escritor moçambicano mais traduzido, está nomeado com a obra 'A Confissão da Leoa', numa lista que inclui autores como Viet Thanh Nguyen, Hanya Yanagihara ou Orhan Pamuk. Ambos os livros foram traduzidos da língua portuguesa para a inglesa.
O vencedor leva para casa um "cheque" no valor de 100 mil euros (entregues na totalidade ao autor se o livro tiver sido escrito em inglês ou, caso se trate de uma tradução, repartidos em 75 mil euros para o escritor e 25 mil para o tradutor).
O prémio literário de Dublin é gerido pelas Bibliotecas Públicas de Dublin, com o apoio da autarquia da capital irlandesa e é atribuído todos os anos a um livro escrito ou traduzido para inglês.
A organização do prémio literário de Dublin recorda que Agualusa, nascido no Huambo, em Angola, no ano de 1960, "é uma das principais vozes literárias" daquele país e do mundo lusófono, tendo recebido múltiplos prémios literários ao longo da carreira.
Mia Couto, nascido na Beira, em Moçambique, em 1955, foi distinguido, entre outros, com o prémio Camões, em 2013, e com o prémio Neustadt, em 2014.