As praganas parecem pequenas, quase insignificantes, mas escondem um dos riscos mais frequentes (e mais dolorosos) para os cães em Portugal durante os meses quentes. Quem passeia regularmente em zonas de campo ou trilhos rurais provavelmente já se cruzou com elas sem dar por isso: aquelas espiguinhas secas que se agarram ao pelo, à roupa e, pior ainda, ao corpo dos animais.
As praganas são fragmentos de plantas gramíneas, comuns na primavera e no verão, que funcionam como verdadeiros dardos naturais. Têm uma forma afiada e pequenas cerdas que lhes permitem prender-se facilmente ao pelo do cão. A partir daí, o perigo começa: o seu formato faz com que avancem sempre numa única direção, o que significa que raramente saem sozinhas e podem ir entrando para dentro do corpo do animal.
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