Uma descoberta científica poderá mudar a forma como se olha para um dos animais mais emblemáticos da fauna portuguesa. Um estudo internacional concluiu que a Península Ibérica alberga, afinal, duas espécies distintas de coelho selvagem, e não apenas uma, como se pensava até agora. A investigação propõe que o chamado coelho-ibérico passe a ser oficialmente reconhecido como uma espécie independente, uma mudança que poderá ter um impacto importante na sua conservação.
O trabalho, divulgado pela unidade de investigação BIOPOLIS/CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, da Universidade do Porto, foi publicado na revista científica Biological Conservation. Os investigadores recorreram a análises genómicas, ecológicas e evolutivas para demonstrar que existem duas linhagens profundamente diferenciadas, separadas há cerca de dois milhões de anos e que permanecem reprodutivamente isoladas.
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