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Como Marcelo mudou tanto em dez anos! Tomou um banho de realidade e passou de Presidente pop a Chefe de Estado recatado no meio do seu povo

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Como Marcelo mudou tanto em dez anos! Tomou um banho de realidade e passou de Presidente pop a Chefe de Estado recatado no meio do seu povo

Tédio é uma das palavras que nunca será usada para descrever dez anos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, que dia 9 de março passará a pasta ao aparentemente tranquilo novo eleito António José Seguro. Taticista, Marcelo foi um estratega em Belém, mesmo quando fez da estabilidade política uma bandeira. Criticou o Governo quando este geriu mal o drama dos fogos em 2017, obrigando mesmo António Costa a demitir a MAI da altura. Foi herói a salvar donzelas em perigo no mar, viveu muita proximidade ao povo e acabou vergado por dois duros anos de decisões difíceis e impopulares durante a pandemia da Covid-19. Aguentou demissões e quedas de governos e sofreu ao ver o seu nome envolvido num escândalo de favorecimento. Isso magoou-o pessoalmente e fragilizou-o então junto da opinião pública, das forças políticas e fê-lo cortar relações com o filho, Nuno.
Como Nuno Morais Sarmento enfrentou a morte de frente. Passou por 12 cirurgias, esteve dois anos internado e chegou a despedir-se dos filhos, mas nunca desistiu: "Se alguma vez baixei os braços? Não"

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Como Nuno Morais Sarmento enfrentou a morte de frente. Passou por 12 cirurgias, esteve dois anos internado e chegou a despedir-se dos filhos, mas nunca desistiu: "Se alguma vez baixei os braços? Não"

Nuno Morais Sarmento tinha anunciado em janeiro a sua saída da presidência da FLAD por motivos de saúde, lançando o alerta sobre uma recidiva na luta contra o cancro. Uma batalha que bem conhecia e que enfrentou de frente, recebendo dos médicos a alcunha de 'doente rebelde'. Depois de ter descido aos infernos ao lutar contra um agressivo tumor no pâncreas, teve alta e, mais do que nunca, aproveitou os pequenos prazeres da vida, ainda que sempre com a consciência do machado que pairava sobre si. "Fisicamente não estou recuperado. Tomo não sei quantos medicamentos por dia, que é uma coisa que me incomoda. Tento fazer a vida normal e isso dá-me um gozo. Um dia normal pode ser para mim um dia de extraordinária satisfação. Morreu este sábado, aos 65 anos.

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