Morreu Adriano Moreira, professor universitário, ministro do Ultramar na ditadura de Oliveira Salazar (1961-63) e líder do CDS entre 1986-88. A notícia é avança pelo Diário de Notícias. Tinha feito 100 anos em setembro de 2022. Adriano José Alves Moreira, transmontano de nascimento – natural de Grijó - mas criado em Lisboa, na zona de Campolide, construiu à sua volta uma relação humana estimável, juntando afabilidade com saber e capacidade de pensar. Professor universitário com dezenas de obras publicadas, fortemente ligado ao atual Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), que dirigiu e ajudou a reformar antes do 25 de Abril, foi também deputado, entre 1980 e 1995, e vice-presidente da Assembleia da República no seu último mandato parlamentar.
Tinha feito 100 anos em setembro de 2022.
Adriano José Alves Moreira, transmontano de nascimento – natural de Grijó - mas criado em Lisboa, na zona de Campolide, construiu à sua volta uma relação humana estimável, juntando afabilidade com saber e capacidade de pensar.
Professor universitário com dezenas de obras publicadas, fortemente ligado ao atual Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), que dirigiu e ajudou a reformar antes do 25 de Abril, foi também deputado, entre 1980 e 1995, e vice-presidente da Assembleia da República no seu último mandato parlamentar.
Licenciou-se em Ciências Histórico-Jurídicas pela Faculdade de Direito de Lisboa, em 1944. Recém-formado, começou a exercer a advocacia e o seu envolvimento num processo contra o então ministro da Guerra, Fernando dos Santos Costa, valeu-lhe uma detenção.
Após o 25 de Abril de 1974, foi saneado das funções oficiais e esteve exilado no Brasil, onde foi professor na Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Em 1980, regressou à política ativa, como candidato a deputado nas listas da Aliança Democrática (AD). Filiou-se no CDS, que acabaria por liderar, entre 1986 e 1988, e continuou deputado até 1995.
Em 2014, Adriano Moreira foi uma das 70 personalidades que defenderam a reestruturação da dívida pública como única saída para a crise.
Adriano Moreira foi condecorado, em junho deste ano, com a Grã-Cruz da Ordem de Camões. De acordo com a TVI, Adriano Moreira tinha tido covid recentemente mas já se encontrava bem.